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EUA: invasão ao Capitólio completa três anos em meio à nova disputa entre Biden e Trump

Ataque foi incentivado por ex-presidente, que está sendo investigado em três estados

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Camila Stucaluc
06/01/2024, 11:45 • Atualizado em 06/01/2024, 13:56
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EUA: invasão ao Capitólio completa três anos em meio à nova disputa entre Biden e Trump

Há exatos três anos, em 6 de janeiro de 2021, uma multidão invadia o Capitólio dos Estados Unidos em uma tentativa frustrada de reverter o resultado das eleições presidenciais de 2020. A ação, que foi incentivada pelo então presidente Donald Trump, resultou na detenção de mais de 700 pessoas, incluindo integrantes de grupos extremistas de direita, ex-policiais e militares. Outras centenas de acusados esperam julgamento.

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Entre os condenados está Jacob Chansley, que participou da invasão usando um chapéu de pele com chifres e pintura facial vermelha, azul e branca, tornando-se um dos símbolos do motim. Após se declarar culpado por obstrução de um processo oficial, Chansley foi condenado a 41 meses de prisão. Em meados de 2023, ele foi transferido do complexo penitenciário federal para um casa no Arizona, onde cumpriu o resto da pena.

Além das condenações, o episódio resultou na abertura de milhares de investigações, envolvendo, inclusive, Trump. O republicano foi acusado de conspirar para anular o resultado das eleições de 2020, na qual o democrata Joe Biden saiu vitorioso. Na Geórgia, o ex-presidente foi acusado de falsificar e tentar fraudar os resultados das urnas no condado, enquanto, em Nova York, foi denunciado por falsificar balanços de campanha.

Os processos abriram espaço nas Supremas Cortes de Colorado e de Maine, que decidiram declarar Trump inelegível para as primárias do partido Republicanos, que acontecem em março. A votação decide quem irá concorrer pela sigla nas eleições presidenciais deste ano. Apesar de restrita, a decisão pode ser ampliada caso o entendimento seja validado pela Suprema Corte dos Estados Unidos, tirando oficialmente o republicano da disputa.

Caso Trump consiga concorrer no pleito presidencial, o ex-presidente enfrentará Biden pela segunda vez. A previsão é que ambos os políticos usem o 6 de janeiro nas campanhas eleitorais, mas de maneiras diferentes. Neste sábado (6.jan), Trump fará dois comícios no estado de Iowa, onde deve voltar a descrever os presos pela invasão ao Capitólio como “grandes patriotas e reféns”. Biden, por sua vez, viaja para Pensilvânia, onde planeja exortar a democracia e os princípios norte-americanos.

Uma das últimas pesquisas de intenção de voto, divulgada em dezembro de 2023 pelo Wall Street Journal, apontou que 47% dos eleitores dizem apoiar Trump nas eleições, enquanto 43% afirmam que votariam em Biden. Segundo o jornal, a sondagem revela que o democrata mantém 87% dos apoiadores que tinha em 2020, número inferior aos do republicano, que mantém fiel 94% do eleitorado que o levou à presidência em 2016.

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