Justiça de SP concede liberdade provisória a influenciador Gabriel Spalone
Influenciador é réu por furto e associação criminosa; decisão do Tribunal de Justiça permite que responda em liberdade

Antonio Souza
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) concedeu, nesta quinta-feira (12), liberdade provisória ao influenciador Gabriel Spalone Alves. Ele é réu por furto qualificado e associação criminosa e é acusado de desviar R$ 146,5 mil em um esquema criminoso.
A decisão revogou a prisão preventiva decretada em novembro de 2025. O influenciador cumpria prisão preventiva no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Guarulhos, na Grande São Paulo.
Na decisão, a juíza Amanda Eiko Sato considerou que Gabriel Spalone é réu primário e que a prisão preventiva não é necessária neste momento do processo.
Spalone havia sido preso em meio às investigações da Operação Dubai, conduzida pela Polícia Civil de São Paulo no ano passado, que apura um esquema de fraude bancária de R$ 146,5 milhões. Ele havia sido liberado no Panamá, mas voltou a ser preso após ter seu nome incluído na lista da Interpol.
Medidas cautelares impostas ao influenciador
Apesar da liberação, a Justiça determinou uma série de restrições para garantir o andamento do processo e evitar risco de fuga ou a prática de novos crimes.
Entre elas, Gabriel Spalone deverá comparecer mensalmente à Justiça para informar suas atividades, usar tornozeleira eletrônica e está proibido de sair do país.
A decisão ressalta que o descumprimento das medidas cautelares pode resultar na revogação da liberdade provisória e no retorno à prisão.
Gabriel Spalone seguirá respondendo ao processo em liberdade até o julgamento final do caso.
Relembre o caso
No dia 23 de setembro de 2025, agentes do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) prenderam dois suspeitos envolvidos em uma fraude de pouco mais de R$ 146,5 milhões. O principal alvo da ação foi o empresário e influenciador Gabriel Spalone, de 29 anos.
Segundo as autoridades, o golpe foi aplicado em fevereiro de 2025 contra uma instituição bancária. O grupo criminoso teria utilizado as credenciais de uma empresa prestadora de serviços para desviar transferências milionárias do banco via Pix.
O dinheiro foi distribuído em 10 contas abertas especificamente para o esquema. De acordo com a polícia, o grupo criminoso conseguiu transferir aproximadamente R$ 146.593.142,28. Parte do valor foi estornada à instituição financeira, mas ainda houve prejuízo significativo.
Durante a operação, dois suspeitos foram presos em São Paulo, e quatro mandados de busca e apreensão foram cumpridos. Spalone era considerado o principal alvo da investigação.
A Justiça não informou a situação dos outros acusados no caso.
Formado em Administração pela Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), Spalone também atua como influenciador digital e acumula mais de 800 mil seguidores em uma rede social.
Na ocasião, em nota, a defesa do empresário afirmou:
“Gabriel Spalone é um empresário idôneo e, sobretudo, inocente de todas as suspeitas de crime. Isso ficará comprovado ao final da investigação. Ele ainda não foi intimado formalmente para prestar qualquer esclarecimento nem informado sobre a existência de mandado de prisão. O empresário está à disposição da autoridade policial para colaborar com o esclarecimento dos fatos.”
Denominada “Operação Dubai”, a ação foi conduzida pela 1ª Delegacia da DCCiber, especializada em fraudes contra instituições financeiras praticadas por meios eletrônicos.
Os investigados respondem por furto mediante fraude e associação criminosa.









