EUA enviam navios de guerra à Venezuela: veja o que se sabe sobre tensões entre os países
Governo Trump promete usar "todos os instrumentos de poder" contra Maduro, que anunciou a mobilização de 4,5 milhões de milicianos
S
C
SBT News, com informações da Reuters
A tensão entre Estados Unidos e Venezuela se intensificou nas últimas semanas, em meio a uma escalada militar e a acusações de narco-terrorismo contra o presidente Nicolás Maduro. Desta vez, os EUA decidiram enviar navios de guerra equipados com sistemas de mísseis para a costa da Venezuela. A informação foi confirmada pela porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, nessa terça-feira (19).
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
A operação, iniciada na segunda (18), faz parte da estratégia do governo do presidente Donald Trump de combater cartéis latino-americanos de drogas, classificados por Washington como organizações terroristas globais.
Segundo a agência Reuters, cerca de 4 mil marinheiros e fuzileiros navais deverão ser deslocados para a região sul do Caribe como parte da estratégia. Além de navios (USS Gravely, USS Jason Dunham e USS Sampson), os EUA devem utilizar aviões de vigilância P-8 e pelo menos um submarino de ataque.
As forças norte-americanas atuarão em águas e espaço aéreo internacionais, mas, segundo autoridades, poderão servir de base para operações de inteligência e até ataques direcionados. O processo estaria em andamento por vários meses.
"Esta semana eu vou ativar o plano especial de segurança, com as milícias territoriais, 4.500.000 soldados, em todo o território, milícias especiais e forças armadas. Fuzis e mísseis para a força camponesa, para a classe operária. Para defender o território, a soberania e a paz da Venezuela", disse Maduro.
"O presidente Trump tem sido muito claro e consistente. Ele está preparado para usar todos os instrumentos do poder americano para impedir que drogas inundem nosso país e para levar os responsáveis à Justiça. O regime de Maduro não é o governo legítimo da Venezuela. Trata-se de um cartel de narco-terrorismo", declarou Leavitt.
Também neste mês, o Departamento de Justiça dos EUA elevou de US$ 25 milhões para US$ 50 milhões (cerca de R$ 270 milhões) a recompensa por informações que levem à prisão ou condenação do presidente venezuelano.
A administração acusa Maduro de atuar como um dos principais narcotraficantes do mundo e de representar uma ameaça à segurança dos Estados Unidos.
EUA enviam navios de guerra à Venezuela: veja o que se sabe sobre tensões entre os paísesGoverno Trump promete usar "todos os instrumentos de poder" contra Maduro, que anunciou a mobilização de 4,5 milhões de milicianosMundo2025-08-20T13:04:49.578ZA tensão entre Estados Unidos e Venezuela se intensificou nas últimas semanas, em meio a uma escalada militar e a acusações de narco-terrorismo contra o presidente Nicolás Maduro. Desta vez, os EUA decidiram enviar navios de guerra equipados com sistemas de mísseis para a costa da Venezuela. A informação foi confirmada pela porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, nessa terça-feira (19). A operação, iniciada na segunda (18), faz parte da estratégia do governo do presidente Donald Trump de combater cartéis latino-americanos de drogas, classificados por Washington como organizações terroristas globais. Segundo a agência Reuters, cerca de 4 mil marinheiros e fuzileiros navais deverão ser deslocados para a região sul do Caribe como parte da estratégia. Além de navios (USS Gravely, USS Jason Dunham e USS Sampson), os EUA devem utilizar aviões de vigilância P-8 e pelo menos um submarino de ataque. As forças norte-americanas atuarão em águas e espaço aéreo internacionais, mas, segundo autoridades, poderão servir de base para operações de inteligência e até ataques direcionados. O processo estaria em andamento por vários meses. Maduro reage Já na segunda,venezuelana e lançou um "plano especial de segurança" para defender o território do que chamou de ameaça dos Estados Unidos. "Esta semana eu vou ativar o plano especial de segurança, com as milícias territoriais, 4.500.000 soldados, em todo o território, milícias especiais e forças armadas. Fuzis e mísseis para a força camponesa, para a classe operária. Para defender o território, a soberania e a paz da Venezuela", disse Maduro. O governo também não tripuladas, sob alegação de reforçar a defesa nacional. Escalada de tensões O governo Trump tem ampliado a pressão contra Maduro. A porta-voz da Casa Branca afirmou ainda, na terça, que contra o regime venezuelano. "O presidente Trump tem sido muito claro e consistente. Ele está preparado para usar todos os instrumentos do poder americano para impedir que drogas inundem nosso país e para levar os responsáveis à Justiça. O regime de Maduro não é o governo legítimo da Venezuela. Trata-se de um cartel de narco-terrorismo", declarou Leavitt. Também neste mês, o Departamento de Justiça dos EUA elevou de US$ 25 milhões para US$ 50 milhões (cerca de R$ 270 milhões) a recompensa por informações que levem à prisão ou condenação do presidente venezuelano. A administração acusa Maduro de atuar como um dos principais narcotraficantes do mundo e de representar uma ameaça à segurança dos Estados Unidos.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/eua-enviam-navios-de-guerra-a-venezuela-veja-o-que-se-sabe-sobre-as-tensoes-entre-os-paises
Governo aguarda nova tarifa dos EUA antes de definir ajuda
Ministério da Indústria espera anúncio de possível sobretaxa de 12,5% na sexta-feira; nova rodada de tarifas da Casa Branca deve atingir cerca de 60 países
Zelensky anuncia troca no comando militar após protestos
Presidente da Ucrânia nomeia general de 43 anos para liderar as Forças Armadas após mudanças no governo e pressão por estratégias no conflito com a Rússia