Não seremos colônia de ninguém, dirá Lula no 7 de Setembro
Em discurso na TV, presidente deve citar minerais críticos, Amazônia, petróleo na Margem Equatorial e passar recados contra interferências dos Estados Unidos
Marina Demori, Victor Schneider
Presidente Lula (PT) discursa durante reunião no Palácio do Planalto | Divulgação/Ricardo Stuckert/PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve passar uma série de recados contra interferências dos Estados Unidos no Brasil durante pronunciamento em cadeia nacional neste domingo (6), véspera do 7 de Setembro, quando é celebrado o Dia da Independência do Brasil. O SBT News apurou que Lula deve afirmar que, “mais do que nunca", o momento é de proteger a soberania e impedir tentativas de ingerência na política interna. “Não somos, e não seremos colônia de ninguém.”
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O presidente também deve enfatizar que o Brasil não será intimidado a ter que escolher com quem faz comércio, em referência aos tarifaços aplicados pelo governo norte-americano a exportações brasileiras. Uma das taxas foi justificada pelo governo americano por conta da prática de trabalho análogo à escravidão no país, o que o Planalto entende ser uma coerção da Casa Branca para restringir transações globais com a China.
“Defendemos o livre comércio. Nenhum país estrangeiro tem o direito de dizer de quem podemos comprar, e para quem podemos vender. Somos um país soberano, e nossas decisões pertencem a nós e a mais ninguém", dirá Lula no discurso à nação.
Resguardar a soberania brasileira em diferentes frentes também deve ser um dos motes centrais da fala. Lula recordará, segundo interlocutores, a Inconfidência Mineira, dando destaque ao papel das mulheres na luta do 2 de Julho, data que se celebra a independência da Bahia, para argumentar que a história do país é feita de batalhas “contra a tirania, a escravidão, e a injustiça social".
“Por isso, precisamos nos manter fortes e altivos, sem baixar a cabeça, para não deixarmos que o Brasil se transforme, novamente, em colônia de outras potências estrangeiras. Não somos, e não seremos colônia de ninguém”.
Outro ponto a ser mencionado é o orgulho que o país tem pela sua biodiversidade e por abrigar a maior floresta tropical do planeta, a Amazônia, sendo “exemplo na defesa do meio ambiente". Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgados em agosto mostraram que o número de alertas de desmatamento em território amazônico caíram ao menor nível da série histórica, iniciada em 2016.
“Somos referência mundial em transição energética e no enfrentamento da emergência climática que ameaça o futuro da humanidade", enfatizará Lula.
A mensagem deve terminar como um aceno à força do país quando unido e uma referência religiosa: "Temos, cada um e cada uma de vocês, a consciência de que formamos, juntos, um dos povos mais admirados em todo o planeta. Um feliz Dia da Independência, e que Deus continue abençoando o Brasil".
Não seremos colônia de ninguém, dirá Lula no 7 de SetembroEm discurso na TV, presidente deve citar minerais críticos, Amazônia, petróleo na Margem Equatorial e passar recados contra interferências dos Estados Unidos
Política2026-09-05T00:04:11.166ZO presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve passar uma série de recados contra interferências dos Estados Unidos no Brasil durante pronunciamento em cadeia nacional neste domingo (6), véspera do 7 de Setembro, quando é celebrado o Dia da Independência do Brasil. O SBT News apurou que Lula deve afirmar que, “mais do que nunca", o momento é de proteger a soberania e impedir tentativas de ingerência na política interna. “Não somos, e não seremos colônia de ninguém.” O presidente também deve enfatizar que o Brasil não será intimidado a ter que escolher com quem faz comércio, em referência aos tarifaços aplicados pelo governo norte-americano a exportações brasileiras. Uma das taxas foi justificada pelo governo americano por conta da prática de trabalho análogo à escravidão no país, o que o Planalto entende ser uma coerção da Casa Branca para restringir transações globais com a China. “Defendemos o livre comércio. Nenhum país estrangeiro tem o direito de dizer de quem podemos comprar, e para quem podemos vender. Somos um país soberano, e nossas decisões pertencem a nós e a mais ninguém", dirá Lula no discurso à nação. Resguardar a soberania brasileira em diferentes frentes também deve ser um dos motes centrais da fala. Lula recordará, segundo interlocutores, a Inconfidência Mineira, dando destaque ao papel das mulheres na luta do 2 de Julho, data que se celebra a independência da Bahia, para argumentar que a história do país é feita de batalhas “contra a tirania, a escravidão, e a injustiça social". Em seguida, o presidente fará menção à recente , somada às grandes reservas de recursos naturais, como água doce e petróleo, que, segundo o chefe do Palácio do Planalto, impulsionam o país para uma nova oportunidade de se desenvolver e gerar “riqueza para o povo brasileiro". A afirmação faz referência ao fato de que, recentemente, a “Por isso, precisamos nos manter fortes e altivos, sem baixar a cabeça, para não deixarmos que o Brasil se transforme, novamente, em colônia de outras potências estrangeiras. Não somos, e não seremos colônia de ninguém”. Lula também deve enfatizar que a soberania só é possível para um país com capacidade de defender o território, riquezas naturais e fronteiras de investidas externas. Em discursos recentes, o presidente tem indicado que Outro ponto a ser mencionado é o orgulho que o país tem pela sua biodiversidade e por abrigar a maior floresta tropical do planeta, a Amazônia, sendo “exemplo na defesa do meio ambiente". Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgados em agosto mostraram que o número de alertas de desmatamento em território amazônico “Somos referência mundial em transição energética e no enfrentamento da emergência climática que ameaça o futuro da humanidade", enfatizará Lula. A mensagem deve terminar como um aceno à força do país quando unido e uma referência religiosa: "Temos, cada um e cada uma de vocês, a consciência de que formamos, juntos, um dos povos mais admirados em todo o planeta. Um feliz Dia da Independência, e que Deus continue abençoando o Brasil".São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/nao-seremos-colonia-de-ninguem-dira-lula-no-7-de-setembro
Vendas do produto ao mercado chinês caíram US$ 795 mi em agosto e puxaram a recuo de US$ 1,02 bi no total das exportações brasileiras para a China no mês
Segundo Ministério do Desenvolvimento, as vendas do Brasil ao bloco totalizaram US$ 5,82 bilhões, resultando num superávit comercial de US$ 1,10 bilhões