Brasil tem 2 milhões de trabalhadores por app, diz IBGE
A Pnad Contínua mostrou que os motoristas de aplicativo possuem jornadas mais longas e recebem menos por hora trabalhada
A
Artur Maldaner
Foto: Reprodução/Agência Brasil
No Brasil, 2 milhões de pessoas são trabalhadores por app, seja como fonte de renda principal ou secundária. Dentre esses, a maioria atuava no transporte de passageiros, cerca de 1,2 milhão de pessoas.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! Clique aqui e siga o canal do SBT News.
Outras atuações incluem aplicativos de entrega de comida e produtos, utilizados por 585 mil pessoas sendo que, dentre elas, 376 mil eram entregadores, e os aplicativos de prestação de serviços gerais ou profissionais, que eram usados por 313 mil trabalhadores.
Do total, a grande maioria tinha as plataformas digitais como principal fonte de renda, cerca de 1,8 milhão de pessoas, enquanto 182 mil tinham como fonte secundária.
Os dados são da Pnad Contínua referente ao ano de 2025, e foram divulgados nesta sexta-feira (4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Plataformizados crescem
Segundo o IBGE, o número de trabalhadores que trabalham com aplicativos cresceu em 36,8% entre 2022 e 2025. No início da série, cerca de 1,5% das pessoas ocupadas eram plataformizados. Já no levantamento mais recente, a parcela cresceu para 2%.
A grande maioria desses trabalhadores é composta por homens, com 84,4% do total, enquanto as mulheres representavam 15,6%.
A comparação entre os trabalhadores não plataformizados evidencia o desequilíbrio da categoria. Embora a maioria sejam homens, com 58,2% do total, o percentual de mulheres em ocupações “usuais” era de 41,8%.
Além disso, cerca de 47% das pessoas que trabalhavam por meio de plataformas digitais estão na faixa etária de 25 a 39 anos. Já entre os empregos “usuais”, a parcela é de 37,4% na mesma faixa etária.
A pesquisa também mostrou que, entre os plataformizados, prevaleciam pessoas com níveis intermediários de escolaridade, principalmente com ensino médio completo ou superior incompleto, totalizando 62,5% do total.
Precarização
O levantamento evidencia um cenário de precarização do emprego, com trabalhadores de aplicativos trabalhando jornadas maiores e recebendo menos por hora. Em 2025, o rendimento mensal médio para a categoria era de R$ 3.147, equivalente ao dos não plataformizados, que ganhavam em média R$ 3.148.
No entanto, os condutores de automóveis tinham um rendimento mensal, em média, um pouco mais elevado. O recorte considera os condutores de automóveis plataformizados, cerca de 45,9% do total, e os não plataformizados, cerca de 54,1%.
A renda média dos plataformizados foi de R$ 2.873, ou seja, R$ 68 superior aos não plataformizados, que recebiam R$ 2.805. No entanto, o primeiro grupo tinham uma jornada média de 45,9 horas semanais, 5,5 horas à mais que o segundo grupo, que tinha 40,4 horas.
O rendimento médio por hora, por sua vez, mostra que os condutores plataformizados recebiam R$ 14,4 por hora, R$ 1,6 inferior aos não plataformizados, que recebiam R$ 16.
A pesquisa mostrou, ainda, que apenas 34% dos trabalhadores por app contribuíam com o INSS, em comparação com 62,4% dos ocupados no setor privado.
Brasil tem 2 milhões de trabalhadores por app, diz IBGEA Pnad Contínua mostrou que os motoristas de aplicativo possuem jornadas mais longas e recebem menos por hora trabalhadaBrasil2026-09-04T21:16:31.975ZNo Brasil, 2 milhões de pessoas são trabalhadores por app, seja como fonte de renda principal ou secundária. Dentre esses, a maioria atuava no transporte de passageiros, cerca de 1,2 milhão de pessoas. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. Outras atuações incluem aplicativos de entrega de comida e produtos, utilizados por 585 mil pessoas sendo que, dentre elas, 376 mil eram entregadores, e os aplicativos de prestação de serviços gerais ou profissionais, que eram usados por 313 mil trabalhadores. Do total, a grande maioria tinha as plataformas digitais como principal fonte de renda, cerca de 1,8 milhão de pessoas, enquanto 182 mil tinham como fonte secundária. Os dados são da Pnad Contínua referente ao ano de 2025, e foram divulgados nesta sexta-feira (4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Plataformizados crescem Segundo o IBGE, o número de trabalhadores que trabalham com aplicativos cresceu em 36,8% entre 2022 e 2025. No início da série, cerca de 1,5% das pessoas ocupadas eram plataformizados. Já no levantamento mais recente, a parcela cresceu para 2%. A grande maioria desses trabalhadores é composta por homens, com 84,4% do total, enquanto as mulheres representavam 15,6%. A comparação entre os trabalhadores não plataformizados evidencia o desequilíbrio da categoria. Embora a maioria sejam homens, com 58,2% do total, o percentual de mulheres em ocupações “usuais” era de 41,8%. Além disso, cerca de 47% das pessoas que trabalhavam por meio de plataformas digitais estão na faixa etária de 25 a 39 anos. Já entre os empregos “usuais”, a parcela é de 37,4% na mesma faixa etária. A pesquisa também mostrou que, entre os plataformizados, prevaleciam pessoas com níveis intermediários de escolaridade, principalmente com ensino médio completo ou superior incompleto, totalizando 62,5% do total. Precarização O levantamento evidencia um cenário de precarização do emprego, com trabalhadores de aplicativos trabalhando jornadas maiores e recebendo menos por hora. Em 2025, o rendimento mensal médio para a categoria era de R$ 3.147, equivalente ao dos não plataformizados, que ganhavam em média R$ 3.148. No entanto, os condutores de automóveis tinham um rendimento mensal, em média, um pouco mais elevado. O recorte considera os condutores de automóveis plataformizados, cerca de 45,9% do total, e os não plataformizados, cerca de 54,1%. A renda média dos plataformizados foi de R$ 2.873, ou seja, R$ 68 superior aos não plataformizados, que recebiam R$ 2.805. No entanto, o primeiro grupo tinham uma jornada média de 45,9 horas semanais, 5,5 horas à mais que o segundo grupo, que tinha 40,4 horas. O rendimento médio por hora, por sua vez, mostra que os condutores plataformizados recebiam R$ 14,4 por hora, R$ 1,6 inferior aos não plataformizados, que recebiam R$ 16. A pesquisa mostrou, ainda, que apenas 34% dos trabalhadores por app contribuíam com o INSS, em comparação com 62,4% dos ocupados no setor privado. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/brasil-tem-2-milhoes-de-trabalhadores-por-app-diz-ibge