Brasil exporta US$ 33,2 bi e bate recorde em agosto
Superávit chega a US$ 7,4 bi em agosto e soma US$ 55,3 bi no ano; exportações para a China caem 10,9% em comparação com agosto de 2025
Caio Barcellos
Porto em Recife; Brasil exporta US$ 33,2 bilhões e bate recorde em agosto | Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) informou nesta sexta-feira (4) que as exportações brasileiras somaram US$ 33,16 bilhões em agosto, o maior valor já registrado para o mês, com alta de 12,2% em relação a agosto de 2025.
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Com o crescimento de 9,2%das exportações, para US$ 25,76 bilhões, a balança comercial registrou um superávit de US$ 7,39 bilhões, avanço de 23,8% na mesma comparação.
A corrente de comércio, que corresponde à soma de exportações e importações, alcançou US$ 58,92 bilhões, alta de 10,9% na comparação anual e recorde para meses de agosto.
Preços puxam alta das exportações
Apesar do forte avanço em valor, o crescimento das exportações ocorreu mais pelo aumento dos preços do que pela quantidade embarcada. Os preços dos produtos vendidos ao exterior subiram 9,3%, enquanto o volume cresceu 2,2%.
Nas importações, o contraste foi ainda maior, com avanço de 9,2% no valor mesmo com queda de 2% na quantidade comprada, diante de uma alta de 11% nos preços.
Todos os grandes setores exportadores registraram crescimento em agosto na comparação com o mesmo mês de 2025, com destaque para a indústria extrativa cujas vendas avançaram 16,4% (US$ 8,35 bilhões), enquanto as da agropecuária cresceram 11,4% (US$ 7,39 bilhões) e as da indústria de transformação aumentaram 10,2% (US$ 17,17 bilhões).
Entre os produtos, o petróleo bruto permaneceu entre os principais motores das vendas externas, com crescimento de 18%, enquanto as exportações de minérios de cobre dispararam 223,1%. Também houve avanço de 61,6% nos óleos combustíveis, de 40,5% nas carnes de aves e de 36,6% nos farelos de soja.
Em sentido contrário, as vendas de minério de ferro caíram 10,8%, as de carne bovina recuaram 19,7%, as de milho diminuíram 25,3% e as de açúcares e melaços caíram 37%.
Destinos
O comportamento dos principais destinos das exportações brasileiras foi desigual em agosto. As vendas para a China, maior parceiro comercial do Brasil, caíram 10,9% em relação ao mesmo mês de 2025, para US$ 8,34 bilhões. A retração ocorreu mesmo com alta de 8,3% nos preços dos produtos enviados ao país, porque o volume embarcado recuou 19,2%.
Um dos principais responsáveis foi a carne bovina, cuja exportação para o país asiático despencaram 89,6%, de US$ 887 milhões em agosto de 2025 para apenas US$ 92 milhões no mês passado, uma redução de quase US$ 795 milhões.
Também recuaram as vendas de açúcares e melaços, em 74,6%, para US$ 82 milhões, de minério de ferro, em 11%, para US$ 1,66 bilhão, de soja, em 4,7%, para US$ 3,14 bilhões, e de petróleo bruto, em 6,3%, para US$ 1,86 bilhão.
A queda da carne ocorre em meio à aproximação do limite estabelecido pela China para as importações brasileiras do produto. A salvaguarda chinesa prevê uma cota de 1,106 milhão de toneladas para o Brasil em 2026 e cobrança adicional de 55% sobre o volume que ultrapassar o limite. Em 10 de agosto, segundo o Ministério do Comércio da China, 90% da cota já havia sido utilizada.
Na direção oposta, as exportações para a União Europeia cresceram 46,4%, para US$ 5,82 bilhões. As vendas de minério de cobre ao bloco cresceram 284,2% (US$ 686 milhões), as de petróleo bruto aumentaram 34,6% (US$ 1,33 bilhão), as de soja mais que dobraram, com alta de 114,2% (US$ 325 milhões) e as de café avançaram 30% (US$ 557 milhões).
Já as exportações aos Estados Unidos avançaram 12,1%, para US$ 3,19 bilhões, apesar da queda de 9,7% registrada no acumulado de janeiro a agosto. No mês, o crescimento foi puxado especialmente por aeronaves, carne bovina e produtos semiacabados de ferro e aço.
Nos primeiros oito meses de 2026, o Brasil exportou US$ 250,86 bilhões, aumento de 10,3%, enquanto as importações somaram US$ 195,54 bilhões, avanço de 6,1%. A corrente de comércio chegou a US$ 446,39 bilhões, 8,4% acima do registrado no mesmo período de 2025.
Tanto as exportações quanto as importações e a corrente de comércio alcançaram os maiores valores já registrados para o período de janeiro a agosto. As vendas externas superaram o recorde anterior de US$ 227,41 bilhões, de 2025, enquanto as compras do exterior ultrapassaram os US$ 184,25 bilhões registrados no mesmo intervalo do ano passado.
O superávit acumulado chegou a US$ 55,32 bilhões, crescimento de 28,2% ante os primeiros oito meses de 2025. Apesar do avanço, o saldo é o segundo maior da série para o período, abaixo dos US$ 62,43 bilhões registrados entre janeiro e agosto de 2023.
Brasil exporta US$ 33,2 bi e bate recorde em agostoSuperávit chega a US$ 7,4 bi em agosto e soma US$ 55,3 bi no ano; exportações para a China caem 10,9% em comparação com agosto de 2025Economia2026-09-04T18:47:17.177ZO Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) informou nesta sexta-feira (4) que as exportações brasileiras somaram US$ 33,16 bilhões em agosto, o maior valor já registrado para o mês, com alta de 12,2% em relação a agosto de 2025. Com o crescimento de 9,2%das exportações, para US$ 25,76 bilhões, a balança comercial registrou um superávit de US$ 7,39 bilhões, avanço de 23,8% na mesma comparação. A corrente de comércio, que corresponde à soma de exportações e importações, alcançou US$ 58,92 bilhões, alta de 10,9% na comparação anual e recorde para meses de agosto. Preços puxam alta das exportações Apesar do forte avanço em valor, o crescimento das exportações ocorreu mais pelo aumento dos preços do que pela quantidade embarcada. Os preços dos produtos vendidos ao exterior subiram 9,3%, enquanto o volume cresceu 2,2%. Nas importações, o contraste foi ainda maior, com avanço de 9,2% no valor mesmo com queda de 2% na quantidade comprada, diante de uma alta de 11% nos preços. Todos os grandes setores exportadores registraram crescimento em agosto na comparação com o mesmo mês de 2025, com destaque para a indústria extrativa cujas vendas avançaram 16,4% (US$ 8,35 bilhões), enquanto as da agropecuária cresceram 11,4% (US$ 7,39 bilhões) e as da indústria de transformação aumentaram 10,2% (US$ 17,17 bilhões). Entre os produtos, o petróleo bruto permaneceu entre os principais motores das vendas externas, com crescimento de 18%, enquanto as exportações de minérios de cobre dispararam 223,1%. Também houve avanço de 61,6% nos óleos combustíveis, de 40,5% nas carnes de aves e de 36,6% nos farelos de soja. Em sentido contrário, as vendas de minério de ferro caíram 10,8%, as de carne bovina recuaram 19,7%, as de milho diminuíram 25,3% e as de açúcares e melaços caíram 37%. Destinos O comportamento dos principais destinos das exportações brasileiras foi desigual em agosto. As vendas para a China, maior parceiro comercial do Brasil, caíram 10,9% em relação ao mesmo mês de 2025, para US$ 8,34 bilhões. A retração ocorreu mesmo com alta de 8,3% nos preços dos produtos enviados ao país, porque o volume embarcado recuou 19,2%. Um dos principais responsáveis foi a carne bovina, cuja exportação para o país asiático despencaram 89,6%, de US$ 887 milhões em agosto de 2025 para apenas US$ 92 milhões no mês passado, uma redução de quase US$ 795 milhões. Também recuaram as vendas de açúcares e melaços, em 74,6%, para US$ 82 milhões, de minério de ferro, em 11%, para US$ 1,66 bilhão, de soja, em 4,7%, para US$ 3,14 bilhões, e de petróleo bruto, em 6,3%, para US$ 1,86 bilhão. A queda da carne ocorre em meio à aproximação do limite estabelecido pela China para as importações brasileiras do produto. A salvaguarda chinesa prevê uma cota de 1,106 milhão de toneladas para o Brasil em 2026 e cobrança adicional de 55% sobre o volume que ultrapassar o limite. Em 10 de agosto, segundo o Ministério do Comércio da China, 90% da cota já havia sido utilizada. Na direção oposta, as exportações para a União Europeia cresceram 46,4%, para US$ 5,82 bilhões. As vendas de minério de cobre ao bloco cresceram 284,2% (US$ 686 milhões), as de petróleo bruto aumentaram 34,6% (US$ 1,33 bilhão), as de soja mais que dobraram, com alta de 114,2% (US$ 325 milhões) e as de café avançaram 30% (US$ 557 milhões). Já as exportações aos Estados Unidos avançaram 12,1%, para US$ 3,19 bilhões, apesar da queda de 9,7% registrada no acumulado de janeiro a agosto. No mês, o crescimento foi puxado especialmente por aeronaves, carne bovina e produtos semiacabados de ferro e aço. Recordes no acumulado Nos primeiros oito meses de 2026, o Brasil exportou US$ 250,86 bilhões, aumento de 10,3%, enquanto as importações somaram US$ 195,54 bilhões, avanço de 6,1%. A corrente de comércio chegou a US$ 446,39 bilhões, 8,4% acima do registrado no mesmo período de 2025. Tanto as exportações quanto as importações e a corrente de comércio alcançaram os maiores valores já registrados para o período de janeiro a agosto. As vendas externas superaram o recorde anterior de US$ 227,41 bilhões, de 2025, enquanto as compras do exterior ultrapassaram os US$ 184,25 bilhões registrados no mesmo intervalo do ano passado. O superávit acumulado chegou a US$ 55,32 bilhões, crescimento de 28,2% ante os primeiros oito meses de 2025. Apesar do avanço, o saldo é o segundo maior da série para o período, abaixo dos US$ 62,43 bilhões registrados entre janeiro e agosto de 2023. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/brasil-exporta-us-33-2-bi-e-bate-recorde-em-agosto
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