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Maduro anuncia mobilização de 4,5 milhões de milicianos para conter 'ameaças' dos EUA

Presidente venezuelano falou em plano especial para defender território e soberania do país

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Camila Stucaluc
19/08/2025, 07:40 • Atualizado em 19/08/2025, 14:47
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Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro | Flickr

Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro | Flickr

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse que irá mobilizar 4,5 milhões de soldados da milícia em resposta à “ameaça” dos Estados Unidos. O anúncio foi feito na tarde de segunda-feira (18), durante reunião de trabalho com governadores e prefeitos do Grande Polo Patriótico Simón Bolívar.

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"Esta semana eu vou ativar o plano especial de segurança, com as milícias territoriais, 4.500.000 soldados, em todo o território, milícias especiais e forças armadas. Fuzis e mísseis para a força camponesa, para a classe operária. Para defender o território, a soberania e a paz da Venezuela”, disse Maduro.

A declaração do líder venezuelano aconteceu em meio ao envio de navios de guerra dos Estados Unidos à costa venezuelana, em operação contra o narcotráfico. Segundo a Reuters, cerca de 4.000 marinheiros e fuzileiros navais deverão ser mobilizados para os esforços do governo Trump na região sul do Caribe.

Além disso, no início de agosto, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos elevou de US$ 25 para US$ 50 milhões (cerca de R$ 270 milhões) a recompensa por informações que levem à prisão ou condenação de Maduro. A administração acusa o presidente de atuar como um dos principais narcotraficantes do mundo e de representar uma ameaça à segurança norte-americana.

“Maduro usa organizações criminais internacionais, como El Tren de Aragua, Sinaloa e Cártel de los Soles, para trazer drogas mortais e violência ao nosso país. Sob a liderança do presidente Trump, Maduro não escapará da justiça e será responsabilizado por seus crimes desprezíveis”, disse a procuradora-geral Pam Bondi.

Maduro não chegou a responder às acusações. O ministro da Defesa, Vladimir Padrino Lopez, por sua vez, classificou como “tolas” as declarações do departamento norte-americano. Para o político, a recompensa anunciada pelo governo viola o direito internacional, além ser "fantasiosa, ilegal e desesperada, ao melhor estilo faroeste de Hollywood".

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