Justiça

Defesa de Vorcaro afirma que não teve acesso a elementos que basearam prisão e pede informações ao STF

Advogados solicitaram ao Supremo que determine à PF envio de dados sobre mensagens atribuídas ao dono do Master

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Daniel Vorcaro, presidente do Banco Master | Divulgação/Marcio Gustavo Vasconcelos

A defesa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, afirmou nesta quinta-feira (5) que "não teve acesso prévio" a elementos que fundamentaram a prisão preventiva do empresário, determinada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e cumprida ontem pela Polícia Federal (PF) na terceira fase da operação Compliance Zero.

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Em nota à imprensa, advogados do banqueiro também informaram que pediram ao STF que determine à PF "a apresentação de informações objetivas que sustentaram o pedido de prisão". A defesa de Vorcaro solicitou:

  • "As datas das mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro e mencionadas na investigação";
  • "A comprovação da existência do suposto grupo de mensagens denominado 'A Turma' e se Daniel Vorcaro fazia parte do grupo";
  • "As datas das alegadas invasões de sistemas de órgãos públicos e remoções de conteúdo em plataformas digitais";
  • "Os documentos e datas que comprovariam pagamentos mencionados na representação policial";
  • "E a identificação do documento, número de conta e evidências que sustentariam a afirmação de bloqueio de R$ 2,2 bilhões em suposta conta atribuída ao pai do empresário."

Defensores do empresário ainda disseram que Vorcaro "sempre esteve à disposição das autoridades e segue colaborando com as investigações". "O acesso pleno aos elementos do processo permitirá o correto esclarecimento dos fatos, com respeito ao contraditório e à ampla defesa", acrescentou.

Vorcaro e o empresário Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro, foram presos pela PF nessa quarta (4) em nova fase da força-tarefa Compliance Zero, que investiga suspeita de fraudes bilionárias do Master.

A etapa deflagrada de ontem mirou suposto esquema montado pelo banqueiro e por aliados para atrapalhar investigações, monitorar e ameaçar opositores, jornalistas e ex-funcionários e corromper e cooptar servidores públicos do Banco Central (BC) para favorecer interesses do Master.

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