Governo

Dino nega interferência em operações da PF: "O presidente não me pediu nada"

O ministro da Justiça disse que sente "repulsa" sobre a ideia de uso politico das polícias; novo titular da pasta, Ricardo Lewandowski, toma posse nesta quinta (1º)

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Flávio Dino

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, afirmou nesta quarta-feira (31) que "nunca houve interferência" nas investigações da Polícia Federal (PF). A declaração foi dada durante balanço das ações da pasta, em evento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Palácio do Planalto.

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Nesta semana, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que a operação de busca contra o filho, vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), tinha a intenção de o "esculachar". Ele também afirmou sofrer uma "perseguição implacável" do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

"Eu afirmo cabalmente que nesses 13 meses, o presidente da República não me pediu nada, nada. Nem para investigar, nem para deixar de investigar. Nenhum ministro de estado se dirigiu a mim para pedir qualquer coisa. Nunca houve interferência de autoridade de governo na autonomia técnica da polícia federal", afirmou Dino.

O ministro disse ainda que "jamais" se reuniu com o delegado que preside o caso.

"Eu tenho, realmente, repulsa a essa ideia de uso politico das polícias e isso não aconteceu. Agora, não existe imunidade de jurisdição", disse.

Dino está de saída da Justiça e assume cadeira como ministro do STF em 22 de fevereiro. Até lá, exerce breve período do mandato como senador. O novo titular da pasta, Ricardo Lewandowski, toma posse nesta quinta (1º).

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