Presidente afastado da UPBus é preso novamente em SP após decisão da Justiça
Ubiratan Antonio é réu em ação que investiga suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC no transporte público da capital; defesa vai recorrer


Agência SBT
SBT News
Ubiratan Antonio da Cunha, presidente afastado da empresa de ônibus UPBus, foi preso novamente em São Paulo após decisão judicial. A prisão ocorreu na quarta-feira (6), depois de o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) analisar um recurso do Ministério Público que questionava a soltura dele. Procurada, a defesa de Ubiratan informou que vai recorrer da decisão.
Na mesma operação, a Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) prendeu outro suspeito, de 54 anos, na manhã desta quinta-feira (7), na zona norte da capital paulista.
Ubiratan Antonio é réu na ação que apura a suspeita de que a UPBus integrava um esquema de lavagem de dinheiro da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). Ele estava solto desde janeiro deste ano, quando teve a prisão revogada.
Ubiratan se declara inocente das acusações de lavagem de dinheiro e organização criminosa. A defesa diz que ele não descumpriu nenhuma medida cautelar. O empresário também foi preso em duas ocasiões anteriores, em 2024, por descumprir ordens judiciais que determinavam o afastamento dele da direção da empresa.
As investigações do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) apontam que integrantes do PCC colocaram dinheiro e veículos na UPBus para que a empresa pudesse participar de uma licitação do transporte coletivo paulista, que exigia capital mínimo de R$ 19 milhões.
Deflagrada em abril de 2024, a Operação Fim da Linha investigou um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo empresas de ônibus. A ação foi realizada de forma integrada pelo Ministério Público de São Paulo, por meio do Gaeco, Polícia Militar, Receita Federal e Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
As investigações apontaram que empresas de transporte coletivo eram usadas para ocultar e movimentar recursos obtidos com atividades criminosas. À época, a Justiça determinou o bloqueio de bens e valores, além do afastamento de gestores das companhias investigadas.









