Veja todos os familiares de Vorcaro que já foram alvo da Polícia Federal
Quatro parentes do ex-dono do Banco Master já sofreram buscas, e três deles estão presos


Daniel Vorcaro | Divulgação/Banco Master
A Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga o esquema de fraudes do Banco Master, chegou a sua sexta fase e ampliou o cerco sobre familiares do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono da instituição financeira.
Na etapa deflagrada nesta quinta-feira (14), a PF prendeu preventivamente o empresário Henrique Moura Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro. Ele é o quarto parente do banqueiro alvo das investigações. Henrique já havia sido alvo de mandados de busca e apreensão no início do ano.
A prisão foi autorizada pelo ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF).
Na semana passada, foi a vez de Felipe Cançado Vorcaro, primo do ex-dono do Master, ser preso. Segundo as investigações, ele atuava como operador financeiro dos esquemas do banqueiro.
Cançado havia sido alvo de medidas cautelares na segunda fase da Compliance Zero, em janeiro deste ano, porém, soube da operação com antecedência e fugiu minutos antes da operação em um carrinho de golfe.
Além do primo e do pai, a irmã e o cunhado de Daniel Vorcaro também foram alvos do inquérito.
Já o pastor Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, está preso desde 4 de março após mandado de prisão expedido na terceira fase da Compliance Zero. Ele é apontado como o operador financeiro e responsável por pagamentos indevidos.
Zettel está preso em penitenciária no interior de São Paulo e busca realizar uma delação premiada. O pastor já havia sido detido em janeiro, na segunda fase, quando tentava embarcar de São Paulo para Dubai.
O Supremo Tribunal Federal não divulga os nomes de todos os alvos de buscas das fases anteriores da Operação Compliance Zero. Os nomes dos familiares de Vorcaro alvos da investigação foram apurados junto à Polícia Federal e decisões judiciais tornadas públicas.
Daniel Vorcaro, que também foi preso na terceira fase da operação, foi transferido para a Superintendência da Polícia Federal em Brasília em 19 de março. No último dia 5, a defesa do banqueiro entregou sua proposta de delação à Procuradoria-Geral da República.
Caso seja aprovada, defesa, PGR e PF negociarão benefícios e possíveis indenizações que devem ser pagas por Vorcaro como ressarcimento pelas supostas fraudes. Depois de aprovada, a delação segue para homologação no STF. O conteúdo tramitará sob sigilo.















