Motta diz que reunião na próxima semana discutirá divisão das regras da escala 6x1 em PEC e PL
Presidente da Câmara defende a inclusão em projeto de lei de medidas excepcionais para os setores da economia; encontro será na próxima quarta (13)

Ighor Nóbrega
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse nesta quinta-feira (7) que realizará uma reunião de trabalho na próxima quarta (13) para definir o modelo legislativo da proposta para o fim da escala 6x1.
Motta reforçou a intenção de dividir as regras da mudança da escala de trabalho entre a PEC em análise na comissão especial e um projeto de lei com as excepcionalizações de cada setor.
O deputado não informou se a intenção é votar a PEC e o PL simultaneamente. Ele reafirmou o desejo de aprovar a proposta de emenda à constituição tanto na comissão quanto no plenário em maio. A intenção é enviar o texto ao Senado a tempo da votação antes do recesso legislativo de julho.
“Sinto na Câmara um ambiente muito favorável para a aprovação da PEC independentemente da vinculação partidária, do governo ou oposição. Eu penso que nós caminhamos para um projeto que tenha uma ampla convergência, quem sabe até uma unanimidade”, declarou Motta.
As declarações foram dadas em seminário na Paraíba organizado pela comissão especial que analisa a PEC do fim da escala 6x1. Também participaram da audiência o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, e o relator do texto, o deputado Leo Prates (Republicanos-BA).
Ao citar as eleições, o parlamentar negou que a matéria tenha sido pautada visando o pleito de outubro. Segundo ele, o debate “se arrasta por longos anos” e “não terá um vencedor no campo eleitoral”.
“Queremos aprovar no plenário no mês do trabalhador para que dê tempo e, justamente para blindar dessa questão eleitoral, de o Senado votar antes do recesso”, completou.
O deputado disse ainda que há “narrativas falsas” sobre a inviabilidade da proposta e destacou a necessidade de debater a medida com setores produtivos para entender as particularidades.
“Tenho deixado claro a todos que apostar na não votação é a certeza de que eles vão se decepcionar. É muito melhor sentar à mesa e negociar o texto”, afirmou.









