Política

Defesa de Ciro nega repasses de R$ 300 mil de Vorcaro ao senador e se diz surpresa com operação

O advogado Kakay disse que mandado de busca contra o presidente do PP foi expedido com base na análise do celular de terceiros e criticou a decisão

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Ciro Nogueira, presidente do Progressistas | SBT/Sala de Imprensa

O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, disse nesta quinta-feira (7) que o senador Ciro Nogueira (PP-PI) nunca recebeu repasses de Daniel Vorcaro em troca de vantagens indevidas. Ele manifestou surpresa e estranheza com a operação da Polícia Federal.

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Ciro foi alvo pela manhã de mandado de busca na quinta fase da Operação Compliance Zero, que investiga as fraudes do Banco Master, de Vorcaro. A PF diz que o presidente nacional do PP recebia pagamentos mensais de R$ 300 mil do banqueiro.

Kakay negou e afirmou que Ciro e Vorcaro mantinham uma “relação natural” entre um senador e banqueiro. “Ele certamente não receia nenhuma mesada nesse valor”, afirmou.

Kakay disse ainda que o mandado de busca foi expedido apenas com base no que foi encontrado no celular de outros investigados. Segundo ele, seria necessário uma corroboração externa para embasar a decisão.

“O que a defesa estranhou é o fato de ter uma busca e apreensão, que é uma medida altamente invasiva, com base na análise somente do celular de terceiro. Até onde eu sei, pelo o que eu li da decisão do ministro André [Mendonça, relator do caso Master no STF], não há nenhum celular do próprio senador Ciro Nogueira, então isso causa espécie”, declarou Kakay aos jornalistas na frente da casa do presidente do PP.

De acordo com a defesa, a PF apreendeu um celular, um tablet e alguns documentos com anotações do senador. “O que foi apreendido não tem nenhuma preocupação. Então agora é tentar ter acesso a tudo e fica esse registro de uma certa perplexidade”, afirmou o advogado.

Além da relação pessoal entre Ciro e Vorcaro, Kakay citou que uma empresa de propriedade da família do senador tinha negócios com o banqueiro, mas que ela não foi criada com o intuito de mascarar as mesadas citadas pela PF.

Já sobre a emenda proposta por Ciro que aumentaria o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão, conhecida como “emenda Master”, o advogado declarou que não há nada de irregular e que é da prerrogativa dos parlamentares apresentarem medidas que julguem importantes para determinados setores.

A PF afirma que a emenda foi feita pela assessoria do Banco Master, impressa e enviada em envelope para endereço do Ciro Nogueira. De acordo com a investigação, Ciro Nogueira reproduziu o texto da emenda "de forma integral".

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