Mulher investigada por torturar e agredir ex-empregada grávida no Maranhão é presa no Piauí
Carolina Sthela dos Anjos foi localizada em um posto de gasolina em Teresina; defesa se manifesta após prisão
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Cidadeverde.com
Empresária investigada por torturar ex-empregada grávida é presa. | Reprodução
Carolina Sthela dos Anjos, investigada pela Polícia Civil do Maranhão por suspeita de agredir e torturar uma empregada doméstica, identificada como Samara Regina de 19 anos, grávida de cinco meses, foi presa em um posto de gasolina nesta quinta-feira (7), na zona leste de Teresina, no Piauí. O caso ocorreu em 17 de abril.
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A informação foi confirmada pelo governador do Maranhão, Carlos Brandão, e pela advogada de defesa da empresária, Nathaly Moraes, através das redes sociais.
“Foi decretado durante a madrugada o mandado de prisão preventiva pela Justiça do Maranhão. Ela foi presa e já está na Central de Flagrantes e Inquéritos, em Teresina”, disse a advogada.
O delegado Yan Brayner informou que a suspeita foi localizada após a polícia ir até a casa de um tio dela e ser informada de que ela estaria indo para a cidade de Parnaíba. “A outra possibilidade que recebemos é que ela estaria tentando viabilizar um avião não comercial para fugir para o Amazonas. Ela foi localizada nesse posto de gasolina, próximo à Secretaria de Segurança. Havia risco iminente de fuga, porque ela estava abastecendo um veículo e já tinha saído da casa do tio dela, inclusive com as bagagens”, detalhou.
Segundo a advogada da suspeita, a empresária tem um filho de seis anos e não possuía familiares em São Luís: “Por isso, foi necessário levar a criança para que ela ficasse aos cuidados de pessoas de confiança. Por isso o deslocamento. E ela vai cumprir integralmente os pedidos judiciais”, acrescentou.
O delegado pontuou que a suspeita é investigada por tortura, ameaça e agressões. Um policial militar é suspeito de participação no crime. O homem teria colocado uma arma de fogo na boca da vítima.
Conforme a polícia, o caso começou após o desaparecimento de um anel na casa da investigada. Mesmo depois de o objeto ser encontrado, a vítima foi agredida. Ela ficou com marcas em várias partes do corpo.
A suspeita é de que Carolina tenha contado com a ajuda do amigo, que seria o policial. De acordo com o delegado titular do 21º Distrito Policial, Walter Vanderlei, quatro policiais foram afastados das funções. Eles teriam levado a vítima até a delegacia após as agressões, mas não deram voz de prisão à suspeita.
Exames realizados confirmaram as agressões em diferentes partes do corpo da jovem. Além disso, gravações de áudio da própria ex-patroa indicam que ela cometeu as agressões.
O caso é investigado pelo 21º Distrito Policial do Araçaji, na Região Metropolitana de São Luís.
Veja a nota enviada pela defesa de Carolina Sthela
"Diante das publicações e comentários que vêm circulando na imprensa e nas redes sociais a respeito do IPL nº 066/2026 — 21º Distrito Policial do Araçagy/MA, venho me manifestar com serenidade e respeito.
Em primeiro lugar, afirmo que respeito profundamente a atuação das autoridades e que jamais me neguei a colaborar com a apuração dos fatos. Minha defesa já compareceu à delegacia, solicitou acesso aos autos e adotará todas as providências necessárias para que minha versão seja apresentada no momento adequado, de forma responsável e dentro do procedimento legal.
Também registro que repudio qualquer forma de violência, especialmente contra mulheres, gestantes, trabalhadoras e pessoas em situação de vulnerabilidade. Justamente por reconhecer a gravidade do assunto, entendo que tudo deve ser apurado com seriedade, equilíbrio, provas e respeito ao devido processo legal.
Minha família, incluindo meu marido e meu filho, vem sofrendo ataques e ameaças. Isso não contribui para a verdade, não ajuda a investigação e apenas aumenta o sofrimento de todos os envolvidos.
Requeiro que não haja julgamento antecipado e que o inquérito seja conduzido em observância aos princípios constitucionais. A investigação ainda está em andamento, e a verdade deve ser esclarecida pelas vias legais, jamais por ameaças, ofensas, exposição de familiares ou linchamento virtual.
Seguirei à disposição das autoridades, por meio da minha defesa, confiando que os fatos serão esclarecidos com responsabilidade, respeito, técnica e justiça.
Paço do Lumiar - MA, 05 de maio de 2026."
Mulher investigada por torturar e agredir ex-empregada grávida no Maranhão é presa no PiauíCarolina Sthela dos Anjos foi localizada em um posto de gasolina em Teresina; defesa se manifesta após prisãoCidades2026-05-07T17:30:43.579ZCarolina Sthela dos Anjos, investigada pela Polícia Civil do Maranhão por , identificada como Samara Regina de 19 anos, grávida de cinco meses, foi presa em um posto de gasolina nesta quinta-feira (7), na zona leste de Teresina, no Piauí. O caso ocorreu em 17 de abril. A informação foi confirmada pelo governador do Maranhão, Carlos Brandão, e pela advogada de defesa da empresária, Nathaly Moraes, através das redes sociais. “Foi decretado durante a madrugada o mandado de prisão preventiva pela Justiça do Maranhão. Ela foi presa e já está na Central de Flagrantes e Inquéritos, em Teresina”, disse a advogada. O delegado Yan Brayner informou que a suspeita foi localizada após a polícia ir até a casa de um tio dela e ser informada de que ela estaria indo para a cidade de Parnaíba. “A outra possibilidade que recebemos é que ela estaria tentando viabilizar um avião não comercial para fugir para o Amazonas. Ela foi localizada nesse posto de gasolina, próximo à Secretaria de Segurança. Havia risco iminente de fuga, porque ela estava abastecendo um veículo e já tinha saído da casa do tio dela, inclusive com as bagagens”, detalhou. Segundo a advogada da suspeita, a empresária tem um filho de seis anos e não possuía familiares em São Luís: “Por isso, foi necessário levar a criança para que ela ficasse aos cuidados de pessoas de confiança. Por isso o deslocamento. E ela vai cumprir integralmente os pedidos judiciais”, acrescentou. O delegado pontuou que a suspeita é investigada por tortura, ameaça e agressões. Um policial militar é suspeito de participação no crime. O homem teria colocado uma arma de fogo na boca da vítima. Relembre o caso Conforme a polícia, o caso começou após o desaparecimento de um anel na casa da investigada. Mesmo depois de o objeto ser encontrado, a vítima foi agredida. Ela ficou com marcas em várias partes do corpo. A suspeita é de que Carolina tenha contado com a ajuda do amigo, que seria o policial. De acordo com o delegado titular do 21º Distrito Policial, Walter Vanderlei, quatro policiais foram afastados das funções. Eles teriam levado a vítima até a delegacia após as agressões, mas não deram voz de prisão à suspeita. Exames realizados confirmaram as agressões em diferentes partes do corpo da jovem. Além disso, gravações de áudio da própria ex-patroa indicam que ela cometeu as agressões. O caso é investigado pelo 21º Distrito Policial do Araçaji, na Região Metropolitana de São Luís. Veja a nota enviada pela defesa de Carolina Sthela "Diante das publicações e comentários que vêm circulando na imprensa e nas redes sociais a respeito do IPL nº 066/2026 — 21º Distrito Policial do Araçagy/MA, venho me manifestar com serenidade e respeito. Em primeiro lugar, afirmo que respeito profundamente a atuação das autoridades e que jamais me neguei a colaborar com a apuração dos fatos. Minha defesa já compareceu à delegacia, solicitou acesso aos autos e adotará todas as providências necessárias para que minha versão seja apresentada no momento adequado, de forma responsável e dentro do procedimento legal. Também registro que repudio qualquer forma de violência, especialmente contra mulheres, gestantes, trabalhadoras e pessoas em situação de vulnerabilidade. Justamente por reconhecer a gravidade do assunto, entendo que tudo deve ser apurado com seriedade, equilíbrio, provas e respeito ao devido processo legal. Minha família, incluindo meu marido e meu filho, vem sofrendo ataques e ameaças. Isso não contribui para a verdade, não ajuda a investigação e apenas aumenta o sofrimento de todos os envolvidos. Requeiro que não haja julgamento antecipado e que o inquérito seja conduzido em observância aos princípios constitucionais. A investigação ainda está em andamento, e a verdade deve ser esclarecida pelas vias legais, jamais por ameaças, ofensas, exposição de familiares ou linchamento virtual. Seguirei à disposição das autoridades, por meio da minha defesa, confiando que os fatos serão esclarecidos com responsabilidade, respeito, técnica e justiça. Paço do Lumiar - MA, 05 de maio de 2026."São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/policia/mulher-investigada-por-torturar-e-agredir-ex-empregada-gravida-no-maranhao-e-presa-no-piaui