Brasil

Itamaraty alerta para falsas ofertas de emprego que mascaram tráfico de brasileiros na Ásia

Alvos são, em geral, jovens com conhecimento em informática; uma vez no Sudeste Asiático, eles são obrigados a praticar crimes online e submetidos a tortura

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Palácio do Itamaraty - Foto: Arquivo/Agência Brasil

O Palácio do Itamaraty emitiu um alerta sobre o risco de tráfico de pessoas em países como Tailândia, Camboja e Mianmar. O comunicado divulgado nessa terça-feira (24) é voltado, sobretudo, para jovens com conhecimento em informática que são recrutados pelas redes sociais.

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“O Itamaraty recomenda não aceitar ofertas de trabalho no Sudeste Asiático que prometam ganhos elevados, contratação rápida ou intermediação informal”, diz o texto.

A preocupação do Ministério das Relações Exteriores (MRE) é reflexo do pedido de embaixadas brasileiras na região. Relatos que chegam de países asiáticos dão conta de um cenário crescente de busca por brasileiros para serem explorados e obrigados a cometer crimes pela internet, com jornadas extenuantes e até sessões de tortura.

Segundo o governo, os brasileiros aliciados são recrutados com falsas promessas de emprego em call centers ou supostas empresas de tecnologia. As ofertas, voltadas especificamente para cidadãos do Brasil, incluem salários atrativos e custeio de passagens aéreas.

“Uma vez no exterior, as vítimas são submetidas à exploração laboral e forçadas a praticar diversas fraudes online, incluindo esquemas de jogos de azar, golpes com criptomoedas e relacionamentos amorosos fictícios destinados à extorsão de terceiros, além de serem coagidas a aliciar novas vítimas de mesma nacionalidade”, diz o alerta.

Há cerca de um ano, em 8 de fevereiro de 2025, dois brasileiros que eram escravizados em Mianmar conseguiram fugir do cativeiro. Luckas Viana dos Santos e Phelipe de Moura Ferreira deixaram o Brasil convencidos por promessas de emprego na Tailândia, mas acabaram sequestrados. Eles eram obrigados a trabalhar mais de 15 horas por dia aplicando golpes na internet. Quando não atingiam as metas, eram torturados e espancados.

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