Grupo criava perfis falsos para motoristas em aplicativo
De acordo com a investigação, suspeitos mantinham centenas de cadastros irregulares e possuíam uma divisão de tarefas para sustentar o esquema
Pedro Canguçu
Grupo mantinha centenas de cadastros irregulares e possuía uma divisão de tarefas para sustentar o esquema | Reprodução/PCDF
Quatro pessoas foram presas suspeitas de integrar um esquema responsável pela criação de centenas de cadastros falsos em um aplicativo de transporte. Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), as contas permitiam que pessoas bloqueadas pela plataforma, sem habilitação ou com restrições relacionadas a antecedentes criminais, atuassem como motoristas utilizando dados falsos ou de terceiros.
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As prisões ocorreram durante a operação Last Ride, realizada pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), vinculada ao Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado. Três investigados foram presos em Sobradinho, no Distrito Federal, e um em Rio Verde, Goiás. Entre eles está o homem apontado como principal articulador do esquema.
De acordo com a investigação, o grupo mantinha centenas de cadastros irregulares e possuía uma divisão de tarefas para sustentar o esquema. A fraude teria causado um prejuízo significativo à empresa responsável pelo aplicativo, mas o valor ainda está sendo calculado.
Durante buscas, policiais apreenderam uma grande quantidade de dispositivos eletrônicos, além de documentos e cartões bancários | Reprodução/PCDF
Para criar os perfis, os investigados utilizavam informações falsificadas ou dados pertencentes a outras pessoas. Dessa forma, a verdadeira identidade de quem estava ao volante ficava escondida.
A polícia alerta que a prática também colocava os passageiros em risco. Caso algum crime fosse cometido durante uma viagem, por exemplo, o cadastro poderia indicar uma pessoa diferente daquela que realmente conduzia o veículo, dificultando a identificação e a responsabilização do motorista.
Durante as buscas, os policiais apreenderam uma grande quantidade de dispositivos eletrônicos, além de documentos e cartões bancários. O material será analisado para identificar outros cadastros falsos, possíveis participantes do esquema, movimentações financeiras e eventuais vítimas.
Veículos ligados aos investigados também foram atingidos por medidas judiciais de restrição. A Justiça determinou ainda o bloqueio de valores relacionados às fraudes para evitar que o dinheiro fosse movimentado ou escondido.
Os quatro presos são investigados por crimes como furto qualificado mediante fraude, associação criminosa, falsidade ideológica, uso de documento falso e lavagem de dinheiro. Segundo a PCDF, consideradas separadamente e somadas as penas máximas previstas para esses crimes podem chegar a 32 anos de prisão.
O nome Last Ride, que significa "última viagem", faz referência, segundo a polícia, ao encerramento da atuação do grupo no serviço de transporte por aplicativo. As investigações continuam para identificar outros envolvidos, calcular o prejuízo provocado pelas fraudes e localizar bens e valores relacionados ao esquema.
Grupo criava perfis falsos para motoristas em aplicativoDe acordo com a investigação, suspeitos mantinham centenas de cadastros irregulares e possuíam uma divisão de tarefas para sustentar o esquemaBrasil2026-09-03T10:21:59.615ZQuatro pessoas foram presas suspeitas de integrar um esquema responsável pela criação de centenas de cadastros falsos em um aplicativo de transporte. Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), as contas permitiam que pessoas bloqueadas pela plataforma, sem habilitação ou com restrições relacionadas a antecedentes criminais, atuassem como motoristas utilizando dados falsos ou de terceiros. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. As prisões ocorreram durante a operação Last Ride, realizada pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), vinculada ao Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado. Três investigados foram presos em Sobradinho, no Distrito Federal, e um em Rio Verde, Goiás. Entre eles está o homem apontado como principal articulador do esquema. De acordo com a investigação, o grupo mantinha centenas de cadastros irregulares e possuía uma divisão de tarefas para sustentar o esquema. A fraude teria causado um prejuízo significativo à empresa responsável pelo aplicativo, mas o valor ainda está sendo calculado. Para criar os perfis, os investigados utilizavam informações falsificadas ou dados pertencentes a outras pessoas. Dessa forma, a verdadeira identidade de quem estava ao volante ficava escondida. A polícia alerta que a prática também colocava os passageiros em risco. Caso algum crime fosse cometido durante uma viagem, por exemplo, o cadastro poderia indicar uma pessoa diferente daquela que realmente conduzia o veículo, dificultando a identificação e a responsabilização do motorista. Centenas de cadastros serão investigados Durante as buscas, os policiais apreenderam uma grande quantidade de dispositivos eletrônicos, além de documentos e cartões bancários. O material será analisado para identificar outros cadastros falsos, possíveis participantes do esquema, movimentações financeiras e eventuais vítimas. Veículos ligados aos investigados também foram atingidos por medidas judiciais de restrição. A Justiça determinou ainda o bloqueio de valores relacionados às fraudes para evitar que o dinheiro fosse movimentado ou escondido. Os quatro presos são investigados por crimes como furto qualificado mediante fraude, associação criminosa, falsidade ideológica, uso de documento falso e lavagem de dinheiro. Segundo a PCDF, consideradas separadamente e somadas as penas máximas previstas para esses crimes podem chegar a 32 anos de prisão. O nome Last Ride, que significa "última viagem", faz referência, segundo a polícia, ao encerramento da atuação do grupo no serviço de transporte por aplicativo. As investigações continuam para identificar outros envolvidos, calcular o prejuízo provocado pelas fraudes e localizar bens e valores relacionados ao esquema. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/grupo-criava-perfis-falsos-para-motoristas-em-aplicativo