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Educação: o que Caiado propõe em plano de governo

SBT News detalha, em série, os programas de governo dos principais candidatos à Presidência

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Emanuelle Menezes
Ronaldo Caiado (PSD) | Reprodução/Redes sociais

Ronaldo Caiado (PSD) | Reprodução/Redes sociais

O plano de governo de Ronaldo Caiado (PSD) reúne propostas para diferentes etapas da educação, da primeira infância ao ensino superior. Entre as prioridades estão alfabetização, recomposição da aprendizagem, ensino integral e profissional, formação de professores e integração entre universidades e empresas.

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Educação básica, professores e ensino superior

O programa apresenta 16 propostas centrais, que abrangem alfabetização, creches, ensino médio, formação profissional, professores, segurança escolar, tecnologia e universidades.

“1. Pacto Nacional pela Alfabetização e Matemática na Idade Certa

Apoiar estados e municípios para que todas as crianças leiam, escrevam, compreendam e dominem fundamentos matemáticos até o fim do 2º ano. Oferecer formação, material baseado em evidências, avaliação diagnóstica, tutoria e incentivo por melhoria com equidade.

2. Primeira infância com qualidade

Universalizar pré-escola e ampliar creches prioritariamente para famílias vulneráveis e territórios com baixa oferta, combinando construção, conveniamento regulado e apoio a municípios. Avaliar qualidade, formação de profissionais, desenvolvimento infantil e integração com saúde e assistência.

3. Recomposição nacional das aprendizagens

Diagnosticar defasagens por estudante e rede, oferecer material, tempo adicional, tutoria e formação. Estabelecer meta de reduzir drasticamente o contingente abaixo do básico, com prioridade a português, matemática e ciências e acompanhamento público por escola e território.

4. Transformação dos anos finais

Apoiar escolas do 6º ao 9º ano com equipes estáveis, tutoria, projetos interdisciplinares, esporte, cultura, tecnologia e orientação. Adaptar o ensino à adolescência, fortalecer matemática e ciência e prevenir abandono por busca ativa e apoio socioemocional.

5. Ensino médio com sentido e flexibilidade

Coordenar implementação curricular, ampliar carga horária com qualidade e assegurar base comum sólida. Oferecer itinerários reais, não apenas formais, e transformar o Enem em instrumento coerente de conclusão e acesso, com avaliação das competências essenciais.

6. Educação profissional e tecnológica em escala

Expandir matrículas articuladas ao ensino médio e à educação de adultos, em parceria com institutos federais, redes estaduais, Sistema S e empresas. Mapear demanda regional, diversificar cursos e combinar formação geral, técnica, digital e experiência de trabalho.

7. Professor bem formado, apoiado e valorizado

Elevar padrão das licenciaturas, exigir prática supervisionada robusta, restringir cursos de baixa qualidade e oferecer bolsas a bons estudantes que escolham docência. Apoiar carreiras atrativas, formação continuada na escola, mentoria de iniciantes e redução de burocracia.

8. Liderança escolar profissional

Estimular seleção de diretores por competência e participação da comunidade, com formação em gestão pedagógica, pessoas, orçamento e dados. Cada escola terá plano de aprendizagem e apoio para resolver problemas, evitando responsabilização sem recursos.

9. Escola em tempo integral com propósito

Ampliar vagas priorizando educação infantil, anos finais e ensino médio em territórios vulneráveis. O tempo adicional incluirá aprendizagem, esporte, cultura, projeto de vida, ciência e apoio aos estudantes, não mera permanência física.

10. Bolsa de permanência focalizada

Aperfeiçoar incentivos financeiros a estudantes de baixa renda com maior risco de abandono, vinculados à matrícula, frequência e conclusão, sem punir famílias por falhas da oferta escolar. Integrar benefício a orientação, saúde mental e formação profissional.

11. Segurança e convivência escolar

Criar política nacional de prevenção à violência, protocolos de ameaça, mediação, equipes de apoio, proteção digital e articulação com saúde e segurança. Ambientes seguros exigem autoridade, vínculo, participação familiar e resposta precoce a sofrimento e bullying.

12. Conectividade e tecnologia a serviço da aprendizagem

Garantir internet de qualidade, dispositivos compartilhados, plataformas interoperáveis e proteção de dados. Tecnologia e IA apoiarão diagnóstico, planejamento e acessibilidade, sem substituir professores ou impor soluções sem evidência.

13. Avaliação que gera ação

Fortalecer Saeb, Ideb e avaliações formativas, com resultados rápidos e compreensíveis. Produzir indicadores de aprendizagem, equidade, clima escolar e trajetória, evitando rankings simplistas. Recursos e apoio serão direcionados às escolas com melhor avaliação.

14. Ensino superior com qualidade e relevância

Elevar exigências de avaliação, fechar ou reestruturar cursos persistentemente insuficientes e combater evasão. Reformar formação em engenharia, ciência, saúde, educação e tecnologia, aproximando currículos de pesquisa, prática profissional e demandas sociais.

15. Universidade, empresa e inovação

Criar mestrados profissionais robustos, residências tecnológicas e mecanismos simples de parceria entre universidades, ICTs e empresas. Valorizar professores com experiência externa e pesquisadores que gerem conhecimento, patentes, soluções públicas e novos negócios.

16. Educação de jovens e adultos conectada à oportunidade

Integrar alfabetização e conclusão escolar a qualificação, certificação de competências, cuidado infantil e intermediação de trabalho. Oferecer horários flexíveis e modelos híbridos de qualidade para adultos, trabalhadores rurais” — p. 33 e 34.

Ensino técnico e novas tecnologias

Caiado também propõe adaptar a formação profissional às transformações tecnológicas e às demandas econômicas de cada região.

“Preparar as pessoas para as oportunidades reais de trabalho que a nova indústria cria, com formação técnica conectada às vocações de cada região.

• Expandir o ensino técnico e profissional.

• Atualizar os currículos para inteligência artificial, automação, análise de dados industriais, manutenção preditiva, integração de sistemas, cibersegurança de tecnologia operacional e tecnologias digitais.

• Fortalecer o Sistema S, os institutos federais e as universidades tecnológicas.

• Implantar programa nacional de requalificação profissional.

• Incentivar formação contínua dentro das empresas” — p. 44 e 45.

Primeira infância

O programa prevê integrar diferentes políticas públicas nos primeiros anos de vida.

“Integrar pré-natal, nutrição, vacinação, desenvolvimento, parentalidade, creche, visitas domiciliares e prevenção de violência. Priorizar famílias pobres, gestantes adolescentes, prematuros e crianças com deficiência, com acompanhamento compartilhado entre saúde e assistência” — p. 62.

Alimentação escolar

A alimentação e a educação alimentar também aparecem entre as medidas do plano.

“Fortalecer merenda, compras da agricultura familiar, bancos de alimentos, restaurantes populares, cozinhas comunitárias e suplementação quando necessária. A política combaterá simultaneamente desnutrição, insegurança alimentar e obesidade, com foco em qualidade e educação alimentar” — p. 62.

Educação inclusiva

Para pessoas com deficiência, o programa prevê educação inclusiva acompanhada de apoio especializado.

“Assegurar acessibilidade universal, tecnologia assistiva, educação inclusiva com apoio especializado, reabilitação, transporte e trabalho. Simplificar avaliação biopsicossocial, reduzir espera e apoiar famílias cuidadoras, preservando autonomia e escolha” — p. 62.

Desigualdades na aprendizagem

Caiado propõe direcionar políticas educacionais aos alunos com maiores defasagens.

“Direcionar tutoria, alfabetização, escola integral e professores adequados aos estudantes com maiores defasagens. Monitorar diferenças de aprendizagem e conclusão e apoiar escolas para corrigi-las, evitando baixar expectativas ou substituir conteúdo por retórica” — p. 68.

História e cultura afro-brasileira e indígena

O programa também aborda o ensino da história e da cultura afro-brasileira e indígena.

“Fortalecer ensino da história e cultura afro-brasileira e indígena, preservar patrimônios, apoiar museus, arquivos, territórios e produção cultural. A abordagem valorizará contribuição nacional e conhecimento, evitando instrumentalização partidária” — p. 68.

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