64,8% das vítimas de ação policial são negras, diz estudo
Número representa um aumento de 6,4% nos estados monitorados, em 2025, sendo 312 crianças e adolescentes entre 0 e 17 anos de idade
Warley Júnior
01/07/2026, 13:22 • Atualizado em 01/07/2026, 13:22
compartilhar
Viaturas da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro | Distribuição/Tânia Rêgo/Agência Brasil
Pesquisa “Pele Alvo: entre racismo e letalidade”, da Rede de Observatórios de Segurança, divulgada nesta quarta-feira (1º) revela que 64,8% das vítimas da letalidade policial, em 2025, eram jovens negros de até 29 anos. O estudo tem como base dados obtidos pela Lei de Acesso à Informação (LAI) por meio das secretarias de segurança pública estaduais.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
No ano passado, foram 4.330 vítimas da letalidade policial, representando um aumento de 6,4% nos estados monitorados, em relação a 2024, sendo 312 crianças e adolescentes entre 0 e 17 anos de idade.
O levantamento monitorou nove estados: Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro e São Paulo.
Apesar da queda, a Bahia foi o estado que registrou o maior número de mortes, 1.570, enquanto recorde anterior foi de 1.702. A Rede de Observatório atribui o registro à disputa de mais de 20 facções por rotas e pontos de vendas de drogas, que mantém o estado sob tensão.
O estado também se destaca com outro dado. Com uma taxa de 11 mortes a cada 100 mil pessoas, a Bahia fica muito acima da média geral que é 4,6 mortes. Na sequência, vem Pará, com uma média de 8 e Rio de Janeiro, com 6,3.
Segundo a pesquisa, quando considerado um recorte regional, os dados trazem números alarmantes. Isso porque Ceará (200 vítimas), Maranhão (142), Pará (632) e São Paulo (834) registraram o maior número de mortes desde 2019.
O Maranhão foi o estado que registrou o maior aumento, com 86,8% em um ano. De acordo com a Rede de Observatórios, esse número pode ser devido à interiorização de facções oriundas do Rio de Janeiro e São Paulo, que articulam com grupos locais.
Pernambuco foi outro estado que registrou aumento no número de vítimas de letalidade policial, com 30,8%. O crescimento se deve à presença de facções criminosas, como o Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC). Pará teve um aumento de 5,9% e São Paulo, de 2,7%.
O levantamento também cita a megaoperação realizada no Rio de Janeiro em outubro do ano passado. A ação policial que ocorreu nos complexos do Alemão e da Penha deixou centenas de mortos. Segundo a pesquisa, o estado registrou um aumento de 13,8% na letalidade em um ano.
Com os dados de 2025, a pesquisa afirma que, na média dos estados, negros têm quatro vezes mais chances de serem mortos pela polícia do que brancos. Em Pernambuco, essa chance chega a ser 11 vezes maior, enquanto no Rio, seis.
64,8% das vítimas de ação policial são negras, diz estudoNúmero representa um aumento de 6,4% nos estados monitorados, em 2025, sendo 312 crianças e adolescentes entre 0 e 17 anos de idadeBrasil2026-07-01T13:22:05.086ZPesquisa “Pele Alvo: entre racismo e letalidade”, da Rede de Observatórios de Segurança, divulgada nesta quarta-feira (1º) revela que 64,8% das vítimas da letalidade policial, em 2025, eram jovens negros de até 29 anos. O estudo tem como base dados obtidos pela Lei de Acesso à Informação (LAI) por meio das secretarias de segurança pública estaduais. No ano passado, foram 4.330 vítimas da letalidade policial, representando um aumento de 6,4% nos estados monitorados, em relação a 2024, sendo 312 crianças e adolescentes entre 0 e 17 anos de idade. O levantamento monitorou nove estados: Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro e São Paulo. Apesar da queda, a Bahia foi o estado que registrou o maior número de mortes, 1.570, enquanto recorde anterior foi de 1.702. A Rede de Observatório atribui o registro à disputa de mais de 20 facções por rotas e pontos de vendas de drogas, que mantém o estado sob tensão. O estado também se destaca com outro dado. Com uma taxa de 11 mortes a cada 100 mil pessoas, a Bahia fica muito acima da média geral que é 4,6 mortes. Na sequência, vem Pará, com uma média de 8 e Rio de Janeiro, com 6,3. Segundo a pesquisa, quando considerado um recorte regional, os dados trazem números alarmantes. Isso porque Ceará (200 vítimas), Maranhão (142), Pará (632) e São Paulo (834) registraram o maior número de mortes desde 2019. O Maranhão foi o estado que registrou o maior aumento, com 86,8% em um ano. De acordo com a Rede de Observatórios, esse número pode ser devido à interiorização de facções oriundas do Rio de Janeiro e São Paulo, que articulam com grupos locais. Pernambuco foi outro estado que registrou aumento no número de vítimas de letalidade policial, com 30,8%. O crescimento se deve à presença de facções criminosas, como o Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC). Pará teve um aumento de 5,9% e São Paulo, de 2,7%. O levantamento também cita a. A ação policial que ocorreu nos complexos do Alemão e da Penha deixou centenas de mortos. Segundo a pesquisa, o estado registrou um aumento de 13,8% na letalidade em um ano. Com os dados de 2025, a pesquisa afirma que, na média dos estados, negros têm quatro vezes mais chances de serem mortos pela polícia do que brancos. Em Pernambuco, essa chance chega a ser 11 vezes maior, enquanto no Rio, seis.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/64-8-das-vitimas-de-acao-policial-sao-negras-diz-estudo
Ao SBT News, Sóstenes disse que R$ 450 mil eram de imóvel
Líder do PL afirmou ao Sala de Imprensa que dinheiro apreendido pela PF tinha origem em negociação imobiliária; nova fase da investigação busca esclarecer