África do Sul prende 900 em manifestações anti-imigração
Protestos ocorreram em diversas cidades após ultimato de grupo para saída de imigrantes irregulares do país; ao menos 4 pessoas morreram
SBT News, com informações da Reuters
01/07/2026, 13:24 • Atualizado em 01/07/2026, 13:24
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Manifestantes anti-imigrantes percorrem as ruas de Johanesburgo | Reuters/Oupa Nkosi
A África do Sul informou que mais de 900 pessoas foram presas durante os protestos nacionais contra imigrantes realizados na terça-feira (30). As manifestações ocorreram em diversas cidades do país após o fim do prazo estabelecido por grupos antimigrantes para que estrangeiros em situação irregular deixassem o território sul-africano.
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Os atos foram organizados pelo movimento March and March, que acusa os imigrantes de disputar vagas de trabalho com sul-africanos, contribuir para o aumento da criminalidade e sobrecarregar os serviços públicos.
Nos últimos meses, a escalada da tensão provocou ataques contra comunidades estrangeiras. Milhares de imigrantes deixaram suas casas após episódios de intimidação, vandalismo e destruição de propriedades. Pelo menos quatro pessoas morreram.
A líder do movimento, Jacinta Ngobese, afirmou que o grupo pretende realizar manifestações semanais até que suas reivindicações sejam atendidas.
"Nos próximos seis meses, pedimos que nossos recursos nacionais sejam utilizados para expulsar os imigrantes ilegais deste país. De prédio em prédio, eles precisam ir embora", disse durante um ato na cidade portuária de Durban.
Crise econômica alimenta tensão
Ataques contra imigrantes ocorrem de forma recorrente na África do Sul desde 2008 e, na maioria dos casos, não fazem distinção entre estrangeiros em situação regular ou irregular.
Organizações de direitos humanos afirmam que a onda de violência e a dificuldade das autoridades em proteger as vítimas têm prejudicado a imagem internacional da África do Sul, historicamente associada à defesa dos direitos humanos no período pós-apartheid.
Três décadas após o fim do regime do apartheid, o país ainda enfrenta altos índices de desigualdade e desemprego, que atinge cerca de um terço da população. Apesar disso, a África do Sul permanece como a maior economia do continente e continua atraindo migrantes de países vizinhos.
Estima-se que cerca de 3 milhões de imigrantes vivam na África do Sul, o equivalente a aproximadamente 4% da população do país, percentual considerado relativamente baixo em comparação com a média global.
África do Sul prende 900 em manifestações anti-imigraçãoProtestos ocorreram em diversas cidades após ultimato de grupo para saída de imigrantes irregulares do país; ao menos 4 pessoas morreramMundo2026-07-01T13:24:30.918ZA África do Sul informou que mais de 900 pessoas foram presas durante os protestos nacionais contra imigrantes realizados na terça-feira (30). As manifestações ocorreram em diversas cidades do país após o fim do prazo estabelecido por grupos antimigrantes para que estrangeiros em situação irregular deixassem o território sul-africano. Os atos foram organizados pelo movimento March and March, que acusa os imigrantes de disputar vagas de trabalho com sul-africanos, contribuir para o aumento da criminalidade e sobrecarregar os serviços públicos. Nos últimos meses, a escalada da tensão provocou ataques contra comunidades estrangeiras. Milhares de imigrantes deixaram suas casas após episódios de intimidação, vandalismo e destruição de propriedades. Pelo menos quatro pessoas morreram. A líder do movimento, Jacinta Ngobese, afirmou que o grupo pretende realizar manifestações semanais até que suas reivindicações sejam atendidas. "Nos próximos seis meses, pedimos que nossos recursos nacionais sejam utilizados para expulsar os imigrantes ilegais deste país. De prédio em prédio, eles precisam ir embora", disse durante um ato na cidade portuária de Durban. Crise econômica alimenta tensão Ataques contra imigrantes ocorrem de forma recorrente na África do Sul desde 2008 e, na maioria dos casos, não fazem distinção entre estrangeiros em situação regular ou irregular. Organizações de direitos humanos afirmam que a onda de violência e a dificuldade das autoridades em proteger as vítimas têm prejudicado a imagem internacional da África do Sul, historicamente associada à defesa dos direitos humanos no período pós-apartheid. Três décadas após o fim do regime do apartheid, o país ainda enfrenta altos índices de desigualdade e desemprego, que atinge cerca de um terço da população. Apesar disso, a África do Sul permanece como a maior economia do continente e continua atraindo migrantes de países vizinhos. Estima-se que cerca de 3 milhões de imigrantes vivam na África do Sul, o equivalente a aproximadamente 4% da população do país, percentual considerado relativamente baixo em comparação com a média global.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/africa-do-sul-prende-900-em-manifestacoes-anti-imigracao
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