Política

Master: Conselho do MPF deve rejeitar suspeição de Gonet

Sessão está marcada para sexta-feira (25), e tendência é que procurador-geral continue atuando nas investigações

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Túlio Amâncio
Daniel Vorcaro e Paulo Gonet em degustação de uísque em Londres | Reprodução

Daniel Vorcaro e Paulo Gonet em degustação de uísque em Londres | Reprodução

O Conselho Superior do Ministério Público Federal (MPF) deve rejeitar, na próxima sexta-feira (25), o pedido para declarar a suspeição do procurador-geral da República, Paulo Gonet, nos casos relacionados ao Banco Master. A sessão está marcada para às 10h.

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A discussão envolve menções a Gonet em mensagens atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O Conselho foi convocado para avaliar se os fatos relatados são suficientes para impedir a atuação do procurador-geral nos casos envolvendo o banco.

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Segundo integrantes da Procuradoria-Geral da República (PGR), a tendência é que os argumentos apresentados pela defesa de Gonet sejam acolhidos e que ele continue à frente dos casos.

A defesa sustenta que a participação de Gonet em um evento patrocinado por Vorcaro, antes de o empresário se tornar investigado, não é suficiente para caracterizar parcialidade.

O argumento é que a presença do procurador-geral em uma fotografia ou em um evento bancado por uma pessoa que posteriormente passou a ser alvo de investigação não configura, por si só, motivo para afastá-lo dos casos.

A discussão também reacende o debate sobre a necessidade de regras mais claras de conduta e ética para integrantes das instituições do sistema de Justiça.

Enquanto não houver uma regulamentação específica que estabeleça limites para esse tipo de situação, episódios envolvendo encontros, eventos e relações sociais entre autoridades e pessoas que posteriormente se tornam investigadas poderão continuar sendo utilizados em questionamentos sobre eventual parcialidade.

A definição de regras mais objetivas poderia alcançar ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), integrantes do Superior Tribunal de Justiça (STJ), magistrados e membros do Ministério Público Federal.

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