Tereza resiste e mantém candidatura à presidência do Senado
Senadora aposta em terceira via contra Alcolumbre e Marinho; segundo aliados, encontro com senador do PL terminou sem acordo para unificar candidaturas

senadora Tereza Cristina
A senadora Tereza Cristina (PP-MS) resiste às articulações para retirar sua candidatura à presidência do Senado e, pelo menos por enquanto, pretende continuar na disputa contra Davi Alcolumbre (União-AP). Segundo aliados, a ex-ministra da Agricultura aposta em uma terceira via, com capacidade de atrair votos tanto da oposição quanto de parlamentares do Centrão.
Tereza e o senador Rogério Marinho (PL-RN) já se encontraram para discutir a possibilidade de unificar as candidaturas. A ideia era definir qual dos dois permaneceria na disputa para enfrentar Alcolumbre. A conversa, no entanto, terminou sem acordo, segundo interlocutores dos parlamentares, e ambos seguem com a intenção de concorrer.
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A principal diferença entre os dois está nas prioridades que pretendem estabelecer para o Senado.
De acordo com aliados, Tereza Cristina não se coloca contra a possibilidade de abertura de processos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), mas avalia que essa não deve ser a pauta prioritária da Casa. A senadora defende uma atuação mais ampla da presidência do Senado, sem concentrar os trabalhos legislativos no enfrentamento com o Judiciário.
Rogério Marinho, por outro lado, pretende fazer da discussão sobre o impeachment de ministros do STF a principal bandeira de sua candidatura. Segundo aliados, o senador considera que o tema deve ocupar o primeiro lugar na agenda da próxima presidência da Casa.
A diferença de posicionamento ajuda a explicar a dificuldade de entendimento entre os dois. Enquanto Marinho busca consolidar o apoio de parlamentares alinhados ao bolsonarismo, Tereza tenta construir uma candidatura capaz de ultrapassar as fronteiras da oposição.
A ex-ministra mantém bom trânsito entre senadores do Centrão e interlocução com integrantes da base governista. Essa capacidade de diálogo é vista por aliados como um dos principais ativos de sua candidatura, especialmente em uma eleição decidida pelos próprios parlamentares, por votação secreta.
Mas há um obstáculo partidário importante. Tereza é filiada ao Progressistas, partido que integra uma federação com o União Brasil, legenda de Alcolumbre. A União Progressista já declarou apoio à candidatura do senador amapaense, o que cria um impasse político a ser resolvido caso a ex-ministra mantenha sua intenção de concorrer.
A situação exigirá uma negociação dentro da própria federação, uma vez que a candidatura de Tereza poderá representar uma divisão em um bloco partidário que, formalmente, tem integrantes comprometidos com Alcolumbre.
A manutenção das duas candidaturas também dificulta a construção de uma frente única contra o senador do União Brasil. Sem um entendimento entre Tereza e Marinho, os votos de parlamentares insatisfeitos com Alcolumbre poderão ficar divididos.
Por enquanto, porém, Tereza Cristina não demonstra disposição de abandonar a disputa. Segundo aliados, a senadora pretende continuar conversando com diferentes grupos políticos e sustentar sua candidatura como uma alternativa tanto à continuidade de Alcolumbre quanto à agenda defendida por Rogério Marinho.
























