Rafael Fonteles vira queridinho do PT para suceder Lula
Reeleito no Piauí, governador ganha força como aposta nacional do partido e é cotado para a Fazenda; eventual ida ao governo federal exigiria deixar o mandato

Rafael Fonteles e Lula | Divulgação Presidência | Crédito: Ricardo Stuckert
O governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), virou o novo queridinho do Partido dos Trabalhadores. Nos bastidores da legenda, seu nome passou a ser tratado como uma das principais apostas para a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
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A avaliação de dirigentes petistas ouvidos pela coluna é de que Fonteles reúne características consideradas importantes para uma renovação do partido: é jovem, tem perfil técnico, experiência administrativa e boa interlocução com o setor empresarial.
Mas há um obstáculo. Para se consolidar como possível sucessor de Lula, o governador precisaria ultrapassar as fronteiras do Piauí e construir uma imagem nacional. Hoje, apesar do prestígio interno, ainda é pouco conhecido fora de seu estado.
Fonteles teve papel importante na campanha de Lula no segundo turno da eleição presidencial e saiu fortalecido politicamente. O desempenho ampliou seu espaço nas conversas sobre a composição do próximo governo.
Um dos cargos para os quais é cotado é o Ministério da Fazenda. A pasta é considerada especialmente difícil, diante das pressões fiscais e da necessidade de conciliar as demandas sociais do PT com a confiança dos investidores.
Entre os nomes petistas mencionados para a equipe econômica, Fonteles é visto por interlocutores do partido como aquele com maior capacidade de diálogo com o mercado financeiro.
A eventual ida para Brasília, no entanto, teria um custo político imediato. Fonteles precisaria abrir mão do segundo mandato de governador, conquistado nas urnas, e entregar o comando do Piauí ao vice, Washington Bandeira.
A aposta de parte do PT é que uma passagem pelo governo federal daria ao governador a projeção necessária para se tornar uma alternativa presidencial no futuro.
O desafio é transformar o prestígio conquistado dentro do partido em reconhecimento nacional, sem comprometer o capital político acumulado no Piauí.























