Política

Aliado de Flávio culpa IA por título de “presidente eleito”

Paulo Figueiredo diz que ChatGPT incluiu versão anterior da carta e que documento mantém posição do senador sobre suposta ilegitimidade da eleição

Avatar de Isaque Teles
Avatar de com informações da Reuters
Isaque Teles, com informações da Reuters
Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fala com jornalistas após ser derrotado no segundo turno das eleições de 2026 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) | Foto: Joédson Alves/Agência Brasil - 25.10.2026

Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fala com jornalistas após ser derrotado no segundo turno das eleições de 2026 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) | Foto: Joédson Alves/Agência Brasil - 25.10.2026

O influenciador Paulo Figueiredo, aliado da família Bolsonaro, atribuiu ao ChatGPT a inclusão de uma versão anterior do texto na carta divulgada pelo senador Flávio Bolsonaro, em que ele se apresenta como “verdadeiro presidente eleito” do Brasil.

Após as eleições presidenciais, Flávio publicou uma carta nas redes sociais e a distribuiu à imprensa, alegando que o resultado da disputa havia sido marcado por fraudes, sem apresentar provas.

🤳 Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! Clique aqui.

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT,Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung, LG e Roku.

Siga no Google Discover

Figueiredo, porta-voz não oficial da família Bolsonaro nos Estados Unidos, foi o primeiro a compartilhar a carta. Segundo ele, Eduardo Bolsonaro recorreu à ajuda da IA para finalizar o documento, e a ferramenta incluiu uma versão anterior do texto.

“Ao gerar o documento, a IA acabou incluindo uma versão anterior do texto, em que o Flávio se apresentou como o verdadeiro 'presidente eleito'”, escreveu Figueiredo no X. Disse também que o erro só foi notado quando a carta já havia sido distribuída para a imprensa.

O influenciador afirmou que achou as mudanças na carta “nada de mais” e que a equipe considerou o ocorrido “muito engraçado”. Também alegou que o documento expressa “com precisão” o posicionamento de Flávio.

“No fim, o essencial é expresso com precisão por Flávio: estas eleições foram ilegítimas, ele não confirmou o resultado e continuará lutando para restaurar a democracia no Brasil”, disse Figueiredo.

Após as correções, Flávio passou a se denominar “líder do Brasil”. A mudança não recebeu apoio de seus aliados e de figuras-chave de seu campo político.

A vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no domingo (25) foi reconhecida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pelo Partido Liberal, por líderes mundiais e observadores internacionais.

Últimas notícias