Defesa de Vorcaro aponta adulteração em celular apreendido
Perícia indica alterações em centenas de arquivos após apreensão pela PF; advogados questionam confiabilidade das provas
SBT News
Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master | Divulgação
A defesa de Daniel Vorcaro, do Banco Master, afirma que centenas de arquivos do celular do empresário foram criados ou modificados depois que o aparelho foi apreendido pela Polícia Federal (PF) em 17 de novembro de 2025, quando o ex-banqueiro foi preso pela primeira vez. As informações constam de uma nota divulgada nesta quinta-feira (29), com base em uma perícia contratada pelos advogados e apresentada ao Supremo Tribunal Federal (STF).
“O material que o Estado apresenta como retrato fiel do aparelho carrega registros de modificação posteriores à própria extração, e não há nos autos uma linha de explicação técnica para isso”, afirma a defesa.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT,Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung, LG e Roku.
Segundo o documento, a análise identificou que, apenas em 18 de novembro de 2025, quando o celular já estava sob custódia, 657 arquivos foram modificados e outros 436 foram criados. Entre os itens alterados estavam 59 bancos de dados. Já entre os arquivos criados, havia 94 imagens e cinco bancos de dados.
A defesa também aponta registros de atividade no aparelho durante a madrugada de 17 para 18 de novembro, incluindo 207 eventos de tela, 33 ativações da câmera frontal pelo sistema de reconhecimento facial e três conexões pela entrada USB.
“O banco de dados do WhatsApp foi modificado à 1h48min14s, seis segundos depois de uma dessas conexões. Registros de senhas foram criados ou modificados entre 2h03 e 2h25. Nada disso consta do termo de apreensão. O aparelho registrou atividade durante a madrugada, enquanto estava nas mãos do Estado, e não há um documento sequer que diga quem o manuseou, por que e com que resultado”, alegam.
O documento também aponta falhas na documentação sobre a apreensão e o manuseio do aparelho.
Segundo os advogados, faltam informações como a identificação completa do celular, registros detalhados dos lacres e documentos que permitam acompanhar todas as etapas entre a apreensão e a extração dos dados.
A defesa afirma ainda que a PF entregou apenas um relatório derivado da extração, sem os arquivos originais coletados pelo equipamento utilizado na perícia nem os códigos de verificação conhecidos como hash. Esses códigos funcionam como uma espécie de impressão digital eletrônica, que permite verificar se um arquivo foi alterado.
“A conclusão do perito não deixa margem a dúvida. Com os elementos disponibilizados, não é possível verificar a integralidade do conteúdo extraído, a sua correspondência com o relatório entregue, nem a origem e o alcance das alterações registradas entre a abordagem e a extração. Em outras palavras, a prova central da investigação não pode, hoje, ser submetida a uma verificação técnica elementar. [...] Uma prova cuja integridade não pode ser verificada não pode sustentar acusação alguma.”, afirmam os advogados.
No documento, a defesa pede a preservação dos dados originais, com registros técnicos que permitam verificar sua integridade, além do acesso a toda a documentação relacionada à coleta e à análise do material.
“O conjunto do que foi exposto, somado a todos os pedidos feitos de forma reiterada pela defesa, reforça a certeza de que é inconcebível que Daniel Vorcaro esteja custodiado há mais 8 meses, com a liberdade restringida há quase um ano, sem que haja contra ele qualquer acusação formal ou perspectiva de processo, o que torna sua soltura urgente, necessária e obrigatória”, afirmam os advogados.
Defesa de Vorcaro aponta adulteração em celular apreendidoPerícia indica alterações em centenas de arquivos após apreensão pela PF; advogados questionam confiabilidade das provasBrasil2026-10-29T22:48:59.943ZA defesa de Daniel Vorcaro, do Banco Master, afirma que centenas de arquivos do celular do empresário foram criados ou modificados depois que o aparelho foi apreendido pela Polícia Federal (PF) em 17 de novembro de 2025, quando o ex-banqueiro foi preso pela primeira vez. As informações constam de uma nota divulgada nesta quinta-feira (29), com base em uma perícia contratada pelos advogados e apresentada ao Supremo Tribunal Federal (STF). “O material que o Estado apresenta como retrato fiel do aparelho carrega registros de modificação posteriores à própria extração, e não há nos autos uma linha de explicação técnica para isso”, afirma a defesa. Segundo o documento, a análise identificou que, apenas em 18 de novembro de 2025, quando o celular já estava sob custódia, 657 arquivos foram modificados e outros 436 foram criados. Entre os itens alterados estavam 59 bancos de dados. Já entre os arquivos criados, havia 94 imagens e cinco bancos de dados. A defesa também aponta registros de atividade no aparelho durante a madrugada de 17 para 18 de novembro, incluindo 207 eventos de tela, 33 ativações da câmera frontal pelo sistema de reconhecimento facial e três conexões pela entrada USB. “O banco de dados do WhatsApp foi modificado à 1h48min14s, seis segundos depois de uma dessas conexões. Registros de senhas foram criados ou modificados entre 2h03 e 2h25. Nada disso consta do termo de apreensão. O aparelho registrou atividade durante a madrugada, enquanto estava nas mãos do Estado, e não há um documento sequer que diga quem o manuseou, por que e com que resultado”, alegam. Defesa questiona confiabilidade das provas O documento também aponta falhas na documentação sobre a apreensão e o manuseio do aparelho. Segundo os advogados, faltam informações como a identificação completa do celular, registros detalhados dos lacres e documentos que permitam acompanhar todas as etapas entre a apreensão e a extração dos dados. A defesa afirma ainda que a PF entregou apenas um relatório derivado da extração, sem os arquivos originais coletados pelo equipamento utilizado na perícia nem os códigos de verificação conhecidos como hash. Esses códigos funcionam como uma espécie de impressão digital eletrônica, que permite verificar se um arquivo foi alterado. “A conclusão do perito não deixa margem a dúvida. Com os elementos disponibilizados, não é possível verificar a integralidade do conteúdo extraído, a sua correspondência com o relatório entregue, nem a origem e o alcance das alterações registradas entre a abordagem e a extração. Em outras palavras, a prova central da investigação não pode, hoje, ser submetida a uma verificação técnica elementar. [...] Uma prova cuja integridade não pode ser verificada não pode sustentar acusação alguma.”, afirmam os advogados. No documento, a defesa pede a preservação dos dados originais, com registros técnicos que permitam verificar sua integridade, além do acesso a toda a documentação relacionada à coleta e à análise do material. “O conjunto do que foi exposto, somado a todos os pedidos feitos de forma reiterada pela defesa, reforça a certeza de que é inconcebível que Daniel Vorcaro esteja custodiado há mais 8 meses, com a liberdade restringida há quase um ano, sem que haja contra ele qualquer acusação formal ou perspectiva de processo, o que torna sua soltura urgente, necessária e obrigatória”, afirmam os advogados. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/defesa-de-vorcaro-aponta-adulteracao-em-celular-apreendido
Maior doador da iniciativa elogia queda do desmatamento no Brasil e deve discutir avanço na cooperação na COP31; fundo foi criado por Lula (PT) em 2008
Em depoimento de Paulo Henrique, investigadores questionaram divisão em blocos de R$ 750 milhões; estratégia era evitar análise do Conselho de Administração
Ator britânico teve carreira de seis décadas no teatro, no cinema e na televisão; família informou que ele enfrentava Alzheimer e demência com corpos de Lewy