Política

Bets se articulam no Congresso para tentar barrar MP de Lula

Setor prepara emendas para reduzir impacto de novas restrições às apostas online; empresas também avaliam recorrer à Justiça

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Túlio Amâncio
Bets se articulam no Congresso para tentar barrar MP de Lula

Entidades que representam as empresas de apostas esportivas, as chamadas bets, já se articulam no Congresso Nacional para reagir à medida provisória (MP) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve assinar para restringir por completo o funcionamento do setor no Brasil.

A estratégia é atuar durante a tramitação da MP, por meio de parlamentares aliados, para apresentar emendas e tentar alterar pontos considerados cruciais pelas empresas.

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Nos bastidores, a avaliação das entidades é de que a atuação no Congresso pode reduzir o impacto das medidas propostas pelo governo e conter o que o setor considera uma ofensiva contra as apostas online.

As empresas também trabalham com a possibilidade de uma mudança de postura do governo caso Lula seja reeleito. A avaliação no setor é de que, em um eventual novo mandato, o Palácio do Planalto poderia reduzir a pressão por novas restrições e discutir regras menos rígidas para as bets.

Um dos argumentos usados pelas empresas é o potencial de arrecadação gerado pelo setor. As bets afirmam que as plataformas legalizadas recolhem impostos e contribuem para a arrecadação do governo.

As empresas também destacam que pagaram outorga para obter autorização para operar legalmente no país. Segundo o setor, cada empresa autorizada pagou R$ 30 milhões pela licença.

Na avaliação das bets, não faria sentido, em um eventual quarto mandato de Lula, abrir mão das receitas geradas pelo setor e estimular a migração de apostadores para plataformas ilegais.

O setor também cita a estrutura criada pelo governo para regulamentar e fiscalizar as apostas. As empresas afirmam que, além de recolher impostos e pagar pela autorização para funcionar, passaram a atuar dentro das regras estabelecidas pelo governo.

As bets afirmam ainda que poderão recorrer à Justiça caso o governo adote medidas que, na avaliação das empresas, inviabilizem ou impeçam a atuação das plataformas legalizadas.

A regulamentação das apostas online prevê o pagamento de outorga para que as empresas possam operar legalmente no Brasil. O setor também passou a ser submetido à fiscalização da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda.

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