O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve confirmar a sua participação na cúpula do G7, que será realizado em duas semanas na França. Lula, então, teria a oportunidade de se encontrar com o norte-americano Donald Trump, em meio à perspectiva de aplicação de novas tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.
Nesta segunda-feira (1), o USTR (sigla em inglês para Escritório do Representante de Comércio dos EUA) concluiu a investigação da seção 301 contra o Brasil, propondo a nova tarifa sobre bens importados do Brasil.
Agora terá início uma fase de consulta pública, antes da conclusão definitiva do relatório. O prazo final para a sua publicação é 15 de julho.
Nesse meio tempo, será realizada a cúpula do G7, em Évian, na França, entre 15 e 17 deste mês. Apesar de o Brasil não integrar o bloco, Lula foi oficialmente convidado pelo anfitrião Emmanuel Macron.
O Palácio do Planalto ainda não confirmou a presença. No entanto, auxiliares próximos a Lula afirmavam que era provável a participação.
A sua participação agora ganha uma nova importância com a possibilidade de um novo tarifaço, além da designação de PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas.
Um integrante do governo minimiza a situação e afirma que Lula já tendia a participar da cúpula, antes das decisões recentes do governo americano. Mas reconhece ser uma oportunidade para falar diretamente com Trump, caso ele confirme a presença.
O americano deve enfrentar um clima tenso na cúpula, após a série de críticas e divergências com os países europeus. Integram o G7 Alemanha, França, Itália, Reino Unido, Japão, Canadá e Estados Unidos.






















