Declaração final do G7 cita condução firme de Trump com Irã
Texto também manifesta apoio "inabalável" à Ucrânia e critica veladamente a China


Líderes do G7 fazem "foto da família" durante cúpula em Evian, na França | Divulgação/G7
Os líderes do G7 divulgaram uma declaração final da cúpula, na qual louvam a "condução firme" de Donald Trump para fechar um acordo com os iranianos e assim tentar encerrar a guerra no Oriente Médio.
O texto também cita o apoio "inabalável" à Ucrânia, por parte dos líderes das setes economias mais ricas do planeta, e critica a China, embora sem citá-la nominalmente, ao manifestar oposição a qualquer tentativa de mudar o status quo no continente asiático.
A cúpula do G7 se encerra nesta quarta-feira (17) em Évian-les-Bains, na França. O Brasil participa como convidado na cúpula, por isso não participa das negociações e apenas pode endossar algumas declarações.
A declaração referente a temas geopolíticos é dividida em três assuntos: Oriente Médio, Ucrânia e Indopacífico.
Em relação ao Oriente Médio, em uma sinalização clara ao americano, o documento louva a atuação de Donald Trump ao negociar um acordo de paz.
"Saudamos o anúncio de um acordo entre os Estados Unidos e o Irã, obtido sob a condução firme do presidente Donald Trump, com o apoio de países mediadores, que oferece uma possibilidade histórica para impedir o Irã de adquirir uma arma nuclear e para lutar contra as ameaças ligadas a suas atividades regionais e balísticas".
O documento também defende a possibilidade de se fechar um acordo diplomático sólido e global para estabelecer a paz e a segurança em toda a região do Oriente Médio.
Por fim, o documento cita também a grave situação no Líbano e na Faixa de Gaza, mas não menciona Israel em nenhum momento.
Em relação à Ucrânia, o texto fala em fortalecer os laços através do fornecimento de capacidade de defesa área e de outros equipamentos militares. Os ucranianos buscam reverter a oposição do governo americano de fornecer os mísseis Patriots.
"Estamos convencidos de aportar uma ajuda suplementar para a Ucrânia a fim de permitir ao país enfrentar o próximo inverno.
A declaração também manifesta oposição a qualquer tentativa unilateral de modificar o status quo, particularmente no mar da China Oriental, da China Meridional e no estreito de Taiwan, sendo que "essas questões devem ser resolvidas de maneira pacífica graças ao diálogo".





















