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Suíça se entrincheira para evitar quebra-quebra do G7

Escolha de Évian para receber cúpula e falta de cooperação para arcar com custos gera crise com franceses

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Ruas de Genebra, na Suiça, com lojas protegidas por tapumes para reunião do G7 | Renato Machado

Ruas de Genebra, na Suiça, com lojas protegidas por tapumes para reunião do G7 | Renato Machado

Genebra e outras cidades suíças montaram uma grande operação de defesa, para não sofrerem as consequências de possíveis ações violentas de manifestantes anti-G7.

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O objetivo é evitar a repetição da depredação generalizada de lojas e organizações internacionais que aconteceu em 2003.

Diversas lojas, restaurantes, veículos e prédios públicos foram destruídos. A sede da OMC (Organização Mundial do Comércio) foi atacada pelos manifestantes.

Na ocasião, a anfitriã do G7, a França, escolheu a cidade de Évian-les-Bains para sediar a cúpula. Como a cidade turística é facilmente isolada pelas forças de segurança, as manifestações aconteceram em Genebra, na Suíça, cidade que fica a 40 quilômetros, com muitos atos de violência.

O grupo dos sete países mais ricos do mundo se reúne novamente em Évian na próxima semana, entre os dias 15 e 17. O presidente Lula participa do evento, como convidado.

A escolha de Évian gerou um abalo nas relações entre França e Suíça. Além disso, os franceses se recusaram a arcar com os custos do reforço da segurança.

Autoridades suíças esperam 50 mil pessoas nas manifestações, que começam no domingo (14).

Por isso, empresários e autoridades locais praticamente cobriram lojas, restaurantes e prédios públicos com tapumes de madeira, para amenizar os danos. Marcas de luxo chegam a cobrir os letreiros, pois são consideradas as mais visadas.

Ruas de Genebra
Ruas de Genebra

Além disso, militares também serão empregados para garantir a segurança. A Suíça também fechou diversos postos de fronteira com a França, isolando trabalhadores que diariamente saem das cidades francesas para atuar em Genebra.

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