Conselho da UE defende normas após barrar carne brasileira
Presidente afirma que partes estão negociando, "em um conceito muito positivo de resolver problemas"


O presidente do Conselho Europeu, António Costa, disse nesta segunda-feira (15) que é preciso respeitar as normas sanitárias do bloco, ao ser questionado sobre a retirada das carnes brasileiras da lista de exportadores para a União Europeia.
Costa ressaltou que o assunto está sendo tratado pela Comissão Europeia, o braço executivo do bloco, mas acrescentou que as autoridades da UE e do Brasil estão em contato, em "uma forma construtiva de resolver problemas".
A declaração foi dada em conversa com jornalistas, às margens da cúpula do G7, grupo que reúne as maiores economias do mundo. "Isso é um assunto que tem que colocar à Comissão [Europeia], é um assunto que a Comissão está a tratar. Como sabe, nós com o Brasil fizemos no colado do Mercosul um grande acordo este ano, que está agora a ser retribuído, que entrou já em pleno vigor", afirmou.
"Obviamente, as normas sanitárias têm que ser cumpridas. Mas a Comissão Europeia está em diálogo com o Brasil. Isso é um conceito muito construtivo de resolver problemas", completou.
Costa deverá ter um encontro com Lula durante os três dias da cúpula do G7. O presidente brasileiro, por sua vez, também deve se reunir com a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen.
Auxiliares de Lula apontam que o petista deve cobrar a decisão de retirar o Brasil da lista de países autorizados a exportar carnes para o bloco europeu. A justificativa é que o Brasil não teria cumprido normas para conter o uso excessivo de antimicrobiônicos.
A proibição entra em vigor em setembro. No entanto, autoridades brasileiras buscam reverter a decisão, em reuniões técnicas.






















