Política

Mendonça mantém decisão de apagar posts sobre Nossa Senhora

Ministro mandou derrubar vídeo que liga Flávio Bolsonaro a uma proposta para retirar título de padroeira da santa; julgamento ocorre em plenário virtual do TSE

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Carla Araújo, Ighor Nóbrega
O ministro André Mendonça no plenário do TSE | Reprodução

O ministro André Mendonça no plenário do TSE | Reprodução

O ministro André Mendonça votou nesta quarta-feira (30) por manter a decisão de derrubar posts que liguem o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) a uma proposta que pretende retirar do título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida.

A análise é realizada em plenário virtual do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os demais ministros têm até às 23h59 para depositarem seus votos.

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Mendonça referendou a decisão proferida por ele na sexta-feira (25). Na ocasião, ele pediu a remoção de publicação veiculada pelo humorista Antonio Tabet que associassem Flávio ou sua família à suposta intenção de retirar o título da santa.

A medida foi revertida pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF) no domingo (27), mas Luiz Fux derrubou a decisão do colega e manteve a proibição à disseminação da história ligada a Flávio.

Em seu voto proferido no TSE, Mendonça afirmou que não existe projeto ou declaração de Flávio Bolsonaro que sustentem a afirmação de que o candidato pretende mudar a padroeira do país.

Afirmou ainda que a proibição da divulgação da história não prejudica o exercício da liberdade de expressão e religiosa, pois mantém o direito dos fiéis de se manifestarem. Apenas os proíbe de reproduzirem a “afirmação factual falsa” sobre a suposta intenção do presidenciável.

“⁠A tutela não restringe a liberdade religiosa, pois preserva as manifestações de fé, a defesa da manutenção de Nossa Senhora Aparecida como Padroeira do Brasil, as críticas a eventual proposta legislativa de alteração desse regime e os debates gerais sobre religião e política. A medida alcança exclusivamente a atribuição ao candidato ou à sua família, como fato, iniciativa desprovida de suporte fático”, escreveu o ministro.

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