Política

Nossa Senhora: Flávio compara caso a facada no pai em 2018

Candidato do PL negou projeto para retirar título de Nossa Senhora Aparecida e acusou o PT de usar “arma” contra ele

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SBT News, Antonio Souza
Nossa Senhora: Flávio compara caso a facada no pai em 2018

O candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, comparou a repercussão de informações que o associaram a uma proposta contra o título de Nossa Senhora Aparecida à facada que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, recebeu em campanha, antes das eleições de 2018, em Juiz de Fora (MG).

Em entrevista ao podcast católico SantoFlow, Flávio voltou a negar que exista projeto ou movimento para retirar da santa o título de padroeira do Brasil.

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“Não fico surpreso pelo PT usar essa arma contra mim! Tenho a convicção de que tentaram matar meu pai em 2018, porque viram que ele seria presidente. Posso considerar uma espécie de ‘facada em mim’ essa história de Nossa Senhora. Nunca teve movimento sobre isso, nunca teve projeto”, destacou.

Flávio também alegou que perfis no Brasil e no exterior ligados à esquerda teriam participado da divulgação do conteúdo e que haveria envolvimento de pessoas ligadas ao governo e de dinheiro público. O candidato chamou a suposta rede de “Liga da Mentira do PT”.

“Conseguimos provar os perfis de redes sociais, dentro e fora do Brasil, ligados à esquerda, algumas pessoas dentro do governo ligadas a isso, então dinheiro público envolvido nisso, o que chamamos de ‘liga da mentira do PT’”, afirmou.

Essas afirmações feitas por Flávio não possuem confirmação ou qualquer tipo de investigação.

O candidato ainda acusou o PT de apostar na divisão: “Sempre tentando colocar rico contra pobre, negro contra branco, gay contra heterossexual. E agora tem a audácia de tentar colocar católicos contra evangélicos, isso não vai acontecer.”

Confiança na eleição

Flávio também comentou o clima da campanha e disse não temer a derrota nas urnas.

“As pessoas tão indo à rua fazer festa, comemorando que o Brasil vai mudar daqui a poucos dias. Não tem perigo de perdermos essa eleição, estou muito feliz por isso e sabendo que vou continuar tomando tiro. Eles vão fazer de tudo para criar um monte de mentiras, mas Deus tá no comando”, afirmou.

Origem da polêmica

A ida do presidenciável ao programa cristão se deu depois da divulgação de informações falsas ligando o nome do senador à proposta para a retirada de Nossa Senhora Aparecida do título de padroeira do Brasil.

A história começou a viralizar nas redes sociais na quinta-feira (24). Ela surgiu após uma declaração feita pelo senador há cerca de um mês, quando afirmou que, caso eleito, um de seus primeiros atos seria “decretar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo”.

Essa fala foi interpretada como um aceno aos evangélicos, segmento religioso que costuma fazer críticas à adoração de imagens, como Nossa Senhora Aparecida.

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