Política

Caso Nossa Senhora: líderes evangélicos defendem Flávio

Manifesto nega articulação para cancelar feriados ou cultos de outras religiões em meio a boato sobre retirada de Nossa Senhora Aparecida de padroeira

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Vicklin Moraes
Flávio Bolsonaro durante live semanal | Reprodução/YouTube @flaviobolsonaro

Flávio Bolsonaro durante live semanal | Reprodução/YouTube @flaviobolsonaro

Lideranças evangélicas divulgaram uma nota conjunta nesta segunda-feira (28) em defesa do candidato do PL à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro. O posicionamento ocorre em meio à repercussão de um boato nas redes sociais que atribuía ao parlamentar a intenção de revogar o título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida.

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No documento, os religiosos destacam o respeito entre diferentes denominações cristãs e negam qualquer articulação política de líderes evangélicos para atingir símbolos da fé católica.

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"Evangélicos e católicos vivem em paz. Não existe nenhuma iniciativa por parte de líderes evangélicos, junto a nenhuma candidatura, para promover o cancelamento de feriados ou cultos de qualquer religião", afirma o manifesto.

Eles também criticam Lula (PT) e seus aliados pelo que definiram como "utilização de uma fake news (...) para atingir um adversário político e, o mais grave, promover uma guerra religiosa entre católicos e evangélicos".

A iniciativa foi capitaneada pelo pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC), e, segundo os organizadores, conta com o apoio de mais de 10 mil pastores em todo o país. Entre os signatários estão Robson Rodovalho, da Sara Nossa Terra; Estevam Hernandes, da Renascer em Cristo; e Samuel Câmara, da Assembleia de Deus de Belém. Também assinam o documento os pastores Cláudio Duarte, César Augusto, Galdino Júnior, Jabes de Alencar, Teó Hayashi, Luiz Hermínio, Ezequiel Teixeira, Paulo Roberto, Marcus Gregório e Simonton Araújo.

A discussão ganhou força no domingo (27), quando Flávio Bolsonaro afirmou, durante agenda de campanha, que o PT vinha atuando para espalhar a informação falsa com o apoio de "gente de dentro" da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O parlamentar não apresentou provas públicas para sustentar a acusação contra integrantes da instituição.

Diante da repercussão, a CNBB divulgou uma nota no mesmo dia e negou qualquer relação com a divulgação da informação. A entidade afirmou que "não produziu, autorizou ou participou da elaboração ou divulgação de informações falsas relacionadas ao atual processo eleitoral".

Após o posicionamento da conferência episcopal, Flávio usou as redes sociais para reiterar que a manifestação da CNBB, segundo ele, reforça sua versão de que a informação que o associava ao fim do título de Nossa Senhora Aparecida é falsa e faz parte de uma campanha de desinformação da oposição.

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