Política

Flávio acusa 'gente de dentro da CNBB' de espalhar fake news

Presidenciável citou ataque coordenado para associá-lo a movimento para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil

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Flávio Bolsonaro em entrevista a jornalistas em Aracajú neste domingo (27) | Reprodução

Flávio Bolsonaro em entrevista a jornalistas em Aracajú neste domingo (27) | Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, acusou neste domingo (27) "gente de dentro" da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) de agir com o Partido dos Trabalhadores (PT) na associação do político a um movimento para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.

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Em entrevista a jornalistas durante ato de campanha em Aracaju, no Sergipe, Bolsonaro negou a acusação e afirmou haver uma orquestração para disseminar a informação falsa. "O PT, eu sei hoje, já estava há alguns dias tentando levantar essa fake news e conseguiu com ajuda de gente de dentro da CNBB, infelizmente, essa é a realidade."

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O presidenciável ainda reagiu à decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que revogou a decisão de André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de retirar publicação do humorista Antonio Tabet sobre Nossa Senhora Aparecida.

"Isso que aconteceu hoje, mais esse ‘canetaço’ do Flávio Dino, uma defesa que ele faz da ‘liga da mentira’ do PT. O PT hoje tem uma liga da mentira, uma grande teia de perfis falsos, de perfis falsos com dinheiro público, uma orquestração para divulgação de fake news.”

CNBB reage: 'mentira não se combate com outra mentira'

Em nota divulgada após a fala de Flávio Bolsonaro, a CNBB afirmou que "não produziu, autorizou ou participou da elaboração ou divulgação de informações falsas relacionadas ao atual processo eleitoral." A conferência disse ainda que não integra qualquer estrutura político-partidária e reafirmou seu "compromisso com a verdade, o diálogo e a paz."

"Atribuir à CNBB participação em estruturas de produção ou disseminação de desinformação, sem fatos e provas que sustentem tal afirmação, atinge injustamente a instituição e não contribui para a serenidade e a responsabilidade que devem caracterizar o processo eleitoral. A mentira não se combate com outra mentira."

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