Governo quer zerar ordens de prisão por feminicídio este ano
Pela primeira vez, Brasil reduziu casos no semestre, apesar de 9 estados registrarem aumento; Ministério da Justiça avalia que prisões reduzem crime

O número de feminicídios aumentou 16% em 2024, na comparação com o ano anterior | Elza Fiuza/Agência Brasil
O Ministério da Justiça estabeleceu meta de zerar o estoque de mandados de prisão contra acusados por feminicídio até o fim deste ano. De acordo com fontes do governo ouvidas pelo SBT News nesta quarta-feira (22), prisões de feminicidas vêm contribuindo com a redução do crime, e por isso devem ser intensificadas.
Houve redução de 2,54% nos feminicídios neste semestre. Caíram de 760 para 741, na comparação com o primeiro semestre de 2025. Apesar do próprio governo considerar a queda pequena, o índice também é motivo de comemoração entre governistas porque foi a primeira vez que o Brasil registrou queda neste tipo de crime no semestre.
Houve queda na maior parte dos estados brasileiros, mas 9 deles registraram aumento: Goiás, Sergipe, Amazonas, Santa Catarina, Paraná, Amapá, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio Grande do Norte.
No acumulado do ano, foram realizadas 8 mil prisões, dentro da Operação Mulher Segura, que faz parte das ações do Pacto Nacional Brasil contra o feminicídio. Somente em março, segundo fontes da pasta, foram concentradas 6 mil prisões.
O número de mandados de prisão de pessoas acusadas de matar mulheres cresce mensalmente, diante de novos episódios. Além disso, há um estoque de ordens de prisão não cumpridas. O governo quer acabar com esse estoque. As ordens de prisão envolvem episódios de violência doméstica motivados pelo fato da vítima ser mulher.






















