Defesa adota cautela em possível compra de mísseis dos EUA
Além de razões financeiras, também está em questão a relação política entre os dois países, após decisão do governo Trump sobre terrorismo


mísseis
O Ministério da Defesa ainda não decidiu sobre a compra de mísseis dos Estados Unidos, mesmo após autorização do governo americano para aquisição.
Diante da decisão unilateral do governo de Donald Trump de classificar grupos criminosos brasileiros de terroristas, contrariando entendimento do próprio Brasil, a avaliação no governo é de que o acordo de compra do armamento precisa ser bem analisado antes de qualquer decisão.
O processo de compra ainda será submetido à análise de um Estado-Maior do Exército. A proposta é de 100 mísseis antiaéreos a US$ 330 milhões. Valor estimado para aquisição de um pacote que atenderia à modernização da defesa anti aérea no Brasil.
Além de razões financeiras, também está em questão a relação política entre os dois países e o significado da compra. Entre integrantes das Forças, há entendimento de que rixas políticas não fazem diferença na questão comercial do Brasil com os americanos.
Mas a compra não poderia cair na narrativa de que se trata de ação contra o terrorismo - classificação rechaçada pelo governo brasileiro.
Os novos mísseis serviriam para atualização de armamento contra ataques externos, a exemplo do que o Brasil já realizou na segurança de grandes eventos, como Copa do Mundo (2014) e Jogos Olímpicos (2016), este último realizado no Rio de Janeiro.
Nos EUA, a autorização foi publicada pelo Departamento de Estado americano na semana passada, como parte do programa Foreign Military Sales, conhecido pela sigla FMS, que trata de ações para fortalecer a resposta militar de países aliados.
























