Após operação contra petista, Lindbergh defende investigação
Em publicação nas redes sociais, deputado do PT pede presunção de inocência a Jaques Wagner, alvo da PF na nona fase da operação Compliance Zero


O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) | Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) publicou, nesta quinta-feira (18), um texto nas redes sociais em que defende a investigação e a responsabilização de qualquer pessoa envolvida no caso Master. A afirmação foi feita poucas horas após o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), ter sido alvo da Polícia Federal (PF) na nona fase da operação Compliance Zero, que investiga um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master.
“Não temos compromisso com o erro. Se alguém cometeu irregularidade, deve ser investigado e responder pelos seus atos”, diz um trecho da publicação. Na mesma postagem, por outro lado, o deputado defendeu a garantia da presunção de inocência, do contraditório e da ampla defesa para o colega de partido.
A afirmação de Lindbergh foi uma reação a uma postagem do senador Flávio Bolsonaro, que é pré-candidato PL nas redes sociais. Na resposta, Lindbergh tentou argumentar que a operação desta quinta-feira evidencia, segundo ele, a autonomia exercida pela PF no governo Lula em comparação com a gestão Bolsonaro. De acordo com o parlamentar, as investigações ocorrem sem “blindagem, investigação seletiva ou perseguição política”.
“[A PF no governo Bolsonaro] tentou interferir na instituição para proteger a própria família, episódio que levou à saída de Sergio Moro do Ministério da Justiça em meio às investigações envolvendo você, Flávio, no caso das rachadinhas”, diz outro trecho da publicação.
Após a operação contra Jaques Wagner, a bancada do PT na Câmara dos Deputados cobrou a instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o caso Master. Em nota assinada pelo líder do partido na Câmara, Pedro Uczai (PT-SC), a bancada afirma que Jaques tem uma “respeitada trajetória política” e que oferecerá as “explicações necessárias”.















