Fachin protocolou proposta que obriga projetos que mexam nas contas públicas a informar sobre impacto; Fazenda buscou STF contra textos que avançaram no Senado
José Matheus Santos, Victor Schneider
18/06/2026, 19:21 • Atualizado em 18/06/2026, 19:23
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O ministro Gilmar Mendes é autor da súmula | Rosinei Coutinho/STF
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, deu encaminhamento nesta quinta-feira (18) a uma súmula vinculante que obriga projetos de lei que mexam com as contas públicas a conter estimativas de impacto orçamentário, sob o risco de serem declarados inconstitucionais.
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A redação proposta por Gilmar trata do artigo 113 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT), o arcabouço legal que organizou o sistema jurídico anterior para a atual Constituição. O texto especifica qual a abrangência desse artigo, incluso no ADCT em 2016 pela PEC do Teto de Gastos de 2016.
“O art. 113 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias aplica‐se à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, sendo inconstitucional a lei ou ato normativo que crie ou altere despesa obrigatória, conceda benefício fiscal ou implique renúncia de receita sem prévia estimativa de impacto orçamentário e financeiro, bem como sem a indicação das respectivas medidas compensatórias, nos termos da Lei de Responsabilidade Fiscal”, propôs Gilmar.
Na prática, a especificação determina que todos os tribunais do país devem declarar a inconstitucionalidade de leis que, por exemplo, estabeleçam pisos salariais ou gastos com o funcionalismo sem dizer de onde o dinheiro vem e qual será seu impacto nas contas públicas.
A proposta agora será publicada no Diário da Justiça Eletrônico para manifestação de interessados em um prazo de cinco dias antes de ser encaminhada à Procuradoria-Geral da República. Depois, a súmula ainda será examinada pela Comissão de Jurisprudência antes de chegar ao gabinete dos atuais 10 ministros do Supremo. A súmula será então votada em plenário, onde precisará de ⅔ de apoio – no caso, 7 ministros.
STF avança com súmula para barrar ‘pautas-bomba’Fachin protocolou proposta que obriga projetos que mexam nas contas públicas a informar sobre impacto; Fazenda buscou STF contra textos que avançaram no Senado
Justiça2026-06-18T19:21:08.253ZO presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, deu encaminhamento nesta quinta-feira (18) a uma súmula vinculante que obriga projetos de lei que mexam com as contas públicas a conter estimativas de impacto orçamentário, sob o risco de serem declarados inconstitucionais. A súmula – texto que unifica a interpretação de uma lei em toda a esfera da Justiça – é de autoria do ministro Gilmar Mendes. Faz parte de um gesto à equipe econômica do governo Lula (PT), que depois que em comissões e no plenário na última semana, com A redação proposta por Gilmar trata do artigo 113 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT), o arcabouço legal que organizou o sistema jurídico anterior para a atual Constituição. O texto especifica qual a abrangência desse artigo, incluso no ADCT em 2016 pela PEC do Teto de Gastos de 2016. “O art. 113 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias aplica‐se à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, sendo inconstitucional a lei ou ato normativo que crie ou altere despesa obrigatória, conceda benefício fiscal ou implique renúncia de receita sem prévia estimativa de impacto orçamentário e financeiro, bem como sem a indicação das respectivas medidas compensatórias, nos termos da Lei de Responsabilidade Fiscal”, propôs Gilmar. Na prática, a especificação determina que todos os tribunais do país devem declarar a inconstitucionalidade de leis que, por exemplo, estabeleçam pisos salariais ou gastos com o funcionalismo sem dizer de onde o dinheiro vem e qual será seu impacto nas contas públicas. A proposta agora será publicada no Diário da Justiça Eletrônico para manifestação de interessados em um prazo de cinco dias antes de ser encaminhada à Procuradoria-Geral da República. Depois, a súmula ainda será examinada pela Comissão de Jurisprudência antes de chegar ao gabinete dos atuais 10 ministros do Supremo. A súmula será então votada em plenário, onde precisará de ⅔ de apoio – no caso, 7 ministros.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/justica/stf-avanca-com-sumula-para-barrar-pautas-bomba
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