Governo põe em xeque permanência de Wagner como líder
Petista foi alvo nesta quinta-feira (18) da nona fase da Operação Compliance Zero por suspeita de participação no esquema fraudulento do Banco Master


Jaques Wagner, Lula, Randolfe Rodrigues e José Guimarães
Apesar da defesa pública que o PT tem feito em público do senador Jaques Wagner (PT-BA) nas últimas horas, aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmam, sob reserva, que a permanência do parlamentar na liderança do governo no Senado está em xeque. O petista foi alvo nesta quinta-feira (18) da nona fase da Operação Compliance Zero por suspeita de participação no esquema fraudulento do Banco Master.
Integrantes do Palácio do Planalto afirmam que a decisão sobre a continuidade de Wagner como líder do governo no Senado será de Lula. Os dois são aliados de longa data e mantêm interlocução frequente. No entanto, há uma avaliação de que o próprio senador pode pedir para deixar o cargo, com o objetivo de evitar mais desgaste ao presidente.
Governistas vem criticando a performance de Wagner como líder desde que o Senado barrou a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF), no fim de abril. Houve uma desconfiança, na ocasião, de que o parlamentar sabia da movimentação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para derrotar o governo e deixou de atuar para evitar o revés.
Há uma leitura política de que interesses que envolvem o Master estiveram no centro das articulações para barrar Messias no STF. Além de Alcolumbre, o ministro do Supremo Alexandre de Moraes, cuja esposa mantinha contrato milionário com o banco de Daniel Vorcaro, também atuou para que o chefe da AGU fosse reprovado no plenário, de acordo com pessoas que acompanharam as negociações.
Havia uma expectativa de que Messias pudesse se alinhar na Corte ao ministro André Mendonça, relator do caso Master e aliado de primeira hora do advogado-geral da União.
Auxiliares de Lula defendem que ele tenha com Wagner a mesma postura que adotou diante das suspeitas de envolvimento de Lulinha, seu filho, com as fraudes do INSS. “Se tiver filho meu metido nisso será investigado”, disse o petista em dezembro.
O senador ainda não se manifestou.

























