Política

Quem é Alfredo Gaspar, vice de Flávio Bolsonaro nas eleições

Deputado federal ganhou destaque em 2026 como relator da CPMI do INSS; parecer dele pediu indiciamento de Lulinha

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Felipe Moraes, Valentina Moreira
Deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) | Divulgação/Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

Deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) | Divulgação/Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

O deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) foi anunciado nesta quarta-feira (5) como vice na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) que vai concorrer à Presidência da República nas eleições de 2026.

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Seu nome ganhou destaque recentemente pela atuação como relator da CPMI do INSS. Além disso, ele foi acusado por adversários de estupro de vulnerável, o que ele nega, e teve emendas Pix investigadas pelo Tribunal de Contas da União (a apuração foi encerrada após notificação do município de destino).

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Formado em direito, Gaspar teve trajetória como promotor de Justiça, com passagem pelo Ministério Público de Alagoas, e advogado antes de entrar na carreira política.

Aos 55 anos, ele é natural de Maceió e atuou como secretário estadual de Segurança Pública durante o governo de Renan Filho (MDB), filho do senador Renan Calheiros (MDB-AL) e ex-ministro dos Transportes no atual governo do presidente Lula (PT).

Nas eleições de 2020, então filiado ao MDB, disputou o pleito para a prefeitura de Maceió e liderou o primeiro turno. No segundo, porém, acabou derrotado por João Henrique Caldas (PSDB). Em 2022, rompeu com a família Calheiros, deixou o MDB e filiou-se ao União Brasil. Foi eleito deputado naquele ano como o segundo mais votado em AL, atrás de Arthur Lira (PP-AL).

Em primeiro mandato desde 2023, atuou como relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) no Congresso Nacional que investigou fraudes por descontos indevidos em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O parecer de Gaspar pediu indiciamento de mais de 200 pessoas, incluindo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e ex-ministros de Lula e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O congressista se envolveu numa confusão com Lindbergh Farias (PT-RJ) e Soraya Thronicke (PSB-MS) durante a última sessão da CPMI.

Após troca de ofensas com o petista na sala de reuniões, o colega deputado e a senadora acusaram Gaspar de estupro de vulnerável, crime que ele nega ter cometido.

O alagoano apresentou queixa-crime contra os acusadores no Supremo Tribunal Federal, enquanto Farias e Thronicke também entraram com ação contra Gaspar. O caso está no STF sob relatoria do ministro Gilmar Mendes.

EMENDAS PIX

Gaspar também foi alvo de investigação pelo Tribunal de Contas da União (TCU) devido à destinação de R$ 6 milhões em emendas Pix para cidades do interior de Alagoas.

As emendas tornaram-se suspeitas após um relatório do TCU apontar problemas de rastreabilidade em uma série de repasses. No documento, o tribunal destaca que os valores enviados por Gaspar para o município de São José da Laje foram transferidos com a ocultação do destino final do dinheiro e sem a apresentação do relatório de gestão no sistema Transferegov.

Por essa razão, em decisão de julho deste ano, o TCU recomendou a notificação do município para cientificação do problema e ajuste de eventuais irregularidades. O tribunal, contudo, entendeu que não havia necessidade de abrir novos processos de investigação aprofundada.

Os questionamentos sobre a regularidade das emendas já haviam sido trazidos à tona durante a CPMI do INSS. Na época, o parlamentar informou que os valores foram transferidos a pedido do ex-prefeito da cidade, Rodrigo Valença, e defendeu que "todas as suas ações foram realizadas dentro da legalidade e das normas vigentes".

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