Flávio defende castração química em plano para segurança
Programa Brasil Sem Medo, apresentado nesta quinta pelo pré-candidato a presidente, prevê mudanças na legislação e na Constituição e redução da maioridade penal

Flávio Bolsonaro em lançamento do plano Brasil Sem Medo | Reprodução/YouTube
Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato a presidente nas eleições de 2026, lançou nesta quinta-feira (18), em evento na Faria Lima (SP), o plano Brasil Sem Medo, com 12 propostas para segurança pública e combate ao crime organizado no país.
Antes da apresentação, a produção da cerimônia exibiu um vídeo com recortes de declarações do presidente Lula (PT) e notícias sobre criminalidade. "Infelizmente, não é filme de Hollywood ou feito com inteligência artificial. É filme da vida real de milhões de brasileiros que não suportam mais tanta tolerância com bandido e criminoso. Tem gente sentado na cadeira de presidente que sinaliza pra bandidos e esquece das vítimas", disse o senador. O clipe mostrado, no entanto, tinha um aviso de que foi "produzido com auxílio de IA".

Os 12 pontos "urgentes" do plano, segundo Flávio Bolsonaro, seriam adotados em eventual governo dele a partir de 2027, para mostrar ao crime organizado que "prisão é lugar de punição, não de ressocialização". O primeiro item fala em replicar no Brasil a recente classificação do governo dos Estados Unidos, que agora considera as facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como terroristas.
"Vamos declarar PCC e CV e milícias como organizações narcoterroristas. Bandido armado com fuzil vai ser abatido pelas forças de segurança", disse o parlamentar, comentando que a medida se estenderia a milícias e grupos que controlam territórios e comunidades em diversas cidades brasileiras.
As ideias de Flávio para a segurança pública também sugerem a redução da maioridade penal para 16 anos, sendo para 14 em casos de crimes hediondos, criação de 500 mil vagas no sistema prisional e cinco novos presídios federais, num programa batizado como Treva, inspirado no governo de Nayib Bukele em El Salvador, e castração química para estupradores de crianças e mulheres.
"O crime do menor não é menor. Menor que comete crime de gente grande será punido como gente grande", declarou o pré-candidato.
Acompanhado na cerimônia pelo deputado Guilherme Derrite (PP-SP), pré-candidato ao Senado, e pelo colega senador Sergio Moro (PL-PR), que deve concorrer ao governo do Paraná, Flávio ainda defendeu "tolerância zero para o feminicídio" e implantação de uma Muralha Brasileira, nos moldes da Muralha Paulista e do Smart Sampa, programas que conectam sensores, leitores de placas e câmeras de monitoramento e de reconhecimento facial a sistemas policiais.

Essa última proposta tem como eixo a instalação de 1 milhão de novas câmeras em aeroportos e áreas públicas, somando-se às atuais 4 milhões já em operação, conforme estimativa dada por Derrite.
Outros planos de Flávio Bolsonaro envolvem acabar com a progressão de regime de pena para condenados por crimes hediondos, restringir soltura de suspeitos em audiências de custódia e quadruplicar a pena inicial para roubo e furto de celular.
O pré-candidato reconheceu que várias dessas medidas dependeriam, em um eventual governo dele, de alterações tanto na legislação quanto na Constituição e de negociações com o Congresso Nacional.
















