Flávio defende castração química em plano para segurança
Programa Brasil Sem Medo, apresentado nesta quinta pelo pré-candidato a presidente, prevê mudanças na legislação e na Constituição e redução da maioridade penal
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Felipe Moraes
Flávio Bolsonaro em lançamento do plano Brasil Sem Medo | Reprodução/YouTube
Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato a presidente nas eleições de 2026, lançou nesta quinta-feira (18), em evento na Faria Lima (SP), o plano Brasil Sem Medo, com 12 propostas para segurança pública e combate ao crime organizado no país.
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Antes da apresentação, a produção da cerimônia exibiu um vídeo com recortes de declarações do presidente Lula (PT) e notícias sobre criminalidade. "Infelizmente, não é filme de Hollywood ou feito com inteligência artificial. É filme da vida real de milhões de brasileiros que não suportam mais tanta tolerância com bandido e criminoso. Tem gente sentado na cadeira de presidente que sinaliza pra bandidos e esquece das vítimas", disse o senador. O clipe mostrado, no entanto, tinha um aviso de que foi "produzido com auxílio de IA".
Trecho de vídeo exibido em evento de Flávio Bolsonaro traz informação de que foi produzido com ajuda de IA | Reprodução/YouTube
Os 12 pontos "urgentes" do plano, segundo Flávio Bolsonaro, seriam adotados em eventual governo dele a partir de 2027, para mostrar ao crime organizado que "prisão é lugar de punição, não de ressocialização". O primeiro item fala em replicar no Brasil a recente classificação do governo dos Estados Unidos, que agora considera as facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como terroristas.
"Vamos declarar PCC e CV e milícias como organizações narcoterroristas. Bandido armado com fuzil vai ser abatido pelas forças de segurança", disse o parlamentar, comentando que a medida se estenderia a milícias e grupos que controlam territórios e comunidades em diversas cidades brasileiras.
As ideias de Flávio para a segurança pública também sugerem a redução da maioridade penal para 16 anos, sendo para 14 em casos de crimes hediondos, criação de 500 mil vagas no sistema prisional e cinco novos presídios federais, num programa batizado como Treva, inspirado no governo de Nayib Bukele em El Salvador, e castração química para estupradores de crianças e mulheres.
"O crime do menor não é menor. Menor que comete crime de gente grande será punido como gente grande", declarou o pré-candidato.
Acompanhado na cerimônia pelo deputado Guilherme Derrite (PP-SP), pré-candidato ao Senado, e pelo colega senador Sergio Moro (PL-PR), que deve concorrer ao governo do Paraná, Flávio ainda defendeu "tolerância zero para o feminicídio" e implantação de uma Muralha Brasileira, nos moldes da Muralha Paulista e do Smart Sampa, programas que conectam sensores, leitores de placas e câmeras de monitoramento e de reconhecimento facial a sistemas policiais.
Plano Brasil Sem Medo, de Flávio Bolsonaro | Reprodução/YouTube
Essa última proposta tem como eixo a instalação de 1 milhão de novas câmeras em aeroportos e áreas públicas, somando-se às atuais 4 milhões já em operação, conforme estimativa dada por Derrite.
Outros planos de Flávio Bolsonaro envolvem acabar com a progressão de regime de pena para condenados por crimes hediondos, restringir soltura de suspeitos em audiências de custódia e quadruplicar a pena inicial para roubo e furto de celular.
O pré-candidato reconheceu que várias dessas medidas dependeriam, em um eventual governo dele, de alterações tanto na legislação quanto na Constituição e de negociações com o Congresso Nacional.
Plano Brasil Sem Medo, de Flávio Bolsonaro | Reprodução/YouTube
Flávio defende castração química em plano para segurançaPrograma Brasil Sem Medo, apresentado nesta quinta pelo pré-candidato a presidente, prevê mudanças na legislação e na Constituição e redução da maioridade penalPolítica2026-06-18T16:08:24.358ZFlávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato a presidente nas eleições de 2026, lançou nesta quinta-feira (18), em evento na Faria Lima (SP), o plano Brasil Sem Medo, com 12 propostas para segurança pública e combate ao crime organizado no país. Antes da apresentação, a produção da cerimônia exibiu um vídeo com recortes de declarações do presidente Lula (PT) e notícias sobre criminalidade. "Infelizmente, não é filme de Hollywood ou feito com inteligência artificial. É filme da vida real de milhões de brasileiros que não suportam mais tanta tolerância com bandido e criminoso. Tem gente sentado na cadeira de presidente que sinaliza pra bandidos e esquece das vítimas", disse o senador. O clipe mostrado, no entanto, tinha um aviso de que foi "produzido com auxílio de IA". Os 12 pontos "urgentes" do plano, segundo Flávio Bolsonaro, seriam adotados em eventual governo dele a partir de 2027, para mostrar ao crime organizado que "prisão é lugar de punição, não de ressocialização". O primeiro item fala em replicar no Brasil a recente classificação do governo dos Estados Unidos, que agora considera as facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como terroristas. "Vamos declarar PCC e CV e milícias como organizações narcoterroristas. Bandido armado com fuzil vai ser abatido pelas forças de segurança", disse o parlamentar, comentando que a medida se estenderia a milícias e grupos que controlam territórios e comunidades em diversas cidades brasileiras. As ideias de Flávio para a segurança pública também sugerem a redução da maioridade penal para 16 anos, sendo para 14 em casos de crimes hediondos, criação de 500 mil vagas no sistema prisional e cinco novos presídios federais, num programa batizado como Treva, inspirado no governo de Nayib Bukele em El Salvador, e castração química para estupradores de crianças e mulheres. "O crime do menor não é menor. Menor que comete crime de gente grande será punido como gente grande", declarou o pré-candidato. Acompanhado na cerimônia pelo deputado Guilherme Derrite (PP-SP), pré-candidato ao Senado, e pelo colega senador Sergio Moro (PL-PR), que deve concorrer ao governo do Paraná, Flávio ainda defendeu "tolerância zero para o feminicídio" e implantação de uma Muralha Brasileira, nos moldes da Muralha Paulista e do Smart Sampa, programas que conectam sensores, leitores de placas e câmeras de monitoramento e de reconhecimento facial a sistemas policiais. Essa última proposta tem como eixo a instalação de 1 milhão de novas câmeras em aeroportos e áreas públicas, somando-se às atuais 4 milhões já em operação, conforme estimativa dada por Derrite. Outros planos de Flávio Bolsonaro envolvem acabar com a progressão de regime de pena para condenados por crimes hediondos, restringir soltura de suspeitos em audiências de custódia e quadruplicar a pena inicial para roubo e furto de celular. O pré-candidato reconheceu que várias dessas medidas dependeriam, em um eventual governo dele, de alterações tanto na legislação quanto na Constituição e de negociações com o Congresso Nacional. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/flavio-defende-castracao-quimica-em-plano-para-seguranca
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