Política

Master: Flávio diz que PT da Bahia foi "implodido" pela PF

Pré-candidato a presidente classificou nova fase da operação Compliance Zero como "alento de que a impunidade vai ser combatida"

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Felipe Moraes
18/06/2026, 15:09 • Atualizado em 18/06/2026, 16:24
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Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse nesta quinta-feira (18) que o PT da Bahia foi "implodido" pela nona fase da operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), por causa dos mandados de busca e apreensão contra o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA).

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O senador apresentou nesta manhã, em evento na Faria Lima, em São Paulo, o plano Brasil Sem Medo, voltado à segurança pública, e disse que a proposta de um eventual governo para combater o crime organizado "é uma péssima notícia para o Primeiro Comando da Capital, o Comando Vermelho e o PT, que hoje está tendo um dia pior ainda".

"Porque o PT da Bahia acaba de ser implodido pela PF com operação contra o líder do governo do PT no Senado Federal, Jaques Wagner. Isso é um alento de que a impunidade vai ser combatida. O cerne desse problema era o PT da Bahia e, agora, começa a vir à tona", acrescentou o parlamentar, sugerindo papel central de políticos baianos petistas no escândalo do Banco Master.

Desde maio, a pré-campanha do próprio Flávio Bolsonaro vem sendo pressionada pela revelação de conversas nas quais ele pediu dinheiro a Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, supostamente para financiar o filme "Dark Horse", que tem como tema o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Flávio Bolsonaro, Moro e Derrite em lançamento do plano Brasil Sem Medo, apresentado na Faria Lima | Reprodução/YouTube
Flávio Bolsonaro, Moro e Derrite em lançamento do plano Brasil Sem Medo, apresentado na Faria Lima | Reprodução/YouTube

No evento desta quinta, o pré-candidato também pediu “unidade" à Faria Lima no combate a facções criminosas no país. A cerimônia ocorreu em teatro na avenida que é símbolo do mercado financeiro.

"Quero pedir a unidade aqui de todo o mercado financeiro, não apenas a Faria Lima, para nos unirmos para asfixiar financeiramente essas organizações narcoterroristas", disse o parlamentar, em evento com presença do deputado Guilherme Derrite (PP-SP), pré-candidato ao Senado, e do senador Sergio Moro (PL-PR), que deve disputar o governo do Paraná.

"O que a gente está falando aqui não é pra fazer uma política de segurança pública focada nas pessoas que são pobres. Não. É pras pessoas que têm dinheiro também. Tem que ter unidade. União de todos nós para combater todos os tipos de crimes, onde quer que aconteçam", acrescentou o senador, sem citar recentes operações policiais que investigam a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) na Faria Lima para lavar dinheiro do crime por meio de fintechs.

A fala de Flávio Bolsonaro dirigida ao mercado se deu em complemento a um comentário de Derrite, que atuou como relator na Câmara do projeto de lei (PL) Antifacção, já sancionado pelo presidente Lula (PT). Segundo ele, a nova legislação trouxe "inovações para descapitalização de empresas que fazem lavagem de dinheiro do crime organizado".

"Muitos alegam falsamente, até desonestamente, que [o PL] ataca quem está na ponta da linha. Inclusive, estamos na Faria Lima. Nós confiamos no mercado financeiro brasileiro. Temos certeza de que, juntos, podemos tirar essas fintechs de fachada ou aqueles que usam o sistema financeiro para lavar dinheiro do crime", explicou o também ex-secretário de Segurança Pública no governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Em cerimônia marcada por várias críticas aos governos de Lula e da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), Flávio Bolsonaro apresentou um plano de 12 medidas "emergenciais" para enfrentar o crime organizado, que incluem pontos como redução da maioridade penal para 16 anos e para 14 anos em casos de crimes hediondos, castração química de estupradores e criação de meio milhão de vagas no sistema prisional.

"Vamos declarar PCC e CV e milícias como organizações narcoterroristas. Bandido armado com fuzil vai ser abatido pelas forças de segurança", falou, em referência à recente classificação do governo dos Estados Unidos, que agora considera as duas facções como terroristas.

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