Celso Amorim defende calma sobre medida do Brasil contra EUA
Itamaraty reagiu com nota de repúdio após EUA retirarem visto de embaixadora; Integrantes do governo defendem cautela sobre possibilidade de reciprocidade

Assessor para Assuntos Internacionais de Lula (PT), Celso Amorim | Divulgação/Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
O assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Celso Amorim, defendeu que o Brasil adote calma antes de decidir sobre qualquer medida de reciprocidade aos Estados Unidos após o governo americano suspender o visto da embaixadora brasileira Maria Luiza Viotti.
A medida do governo Trump causou indignação entre integrantes da diplomacia e da equipe política do governo. Para Amorim, “a nota diz tudo”, ao se referir ao comunicado oficial do Itamaraty na noite desta terça-feira (4).
Na nota, o Itamaraty diz que os EUA adotaram medidas hostis, com base em falsas justificativas, motivados por razões ideológicas para interferir na próxima eleição para presidente.
Apesar da reação mais dura do governo brasileiro, em comparação com notas recentes do Itamaraty, ainda é incerto se e como o Brasil adotará medidas concretas de represália. O tom é de cautela.
Mais cedo, o presidente da comissão de relações exteriores do Senado, Nelsinho Trad, afirmou que não é momento para “novos gestos”.
























