Política

Amorim defende investimento em Forças Armadas contra ataques

Para ex-chanceler, meta de investir pelo menos 2% do PIB na área de defesa nacional já passou da hora

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Basília Rodrigues
Ex-chanceler Celso Amorim | Agência Brasil

Ex-chanceler Celso Amorim | Agência Brasil

Assessor especial do presidente Lula, o ex-chanceler Celso Amorim afirmou que não vê risco de invasão iminente no Brasil, mas que é preciso estar preparado, ao se referir a mais investimentos nas Forças Armadas.

Amorim, que é ex-chanceler e também ex-ministro da Defesa, é o convidado desta semana no programa Sala de Imprensa.

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“Não vejo como um risco iminente, mas nós temos que estar preparados. O que esse caso da Venezuela nos provou é que nós temos que fortalecer a nossa capacidade de defesa. É muito importante aumentar investimento na defesa”, falou sobre a ação militar dos Estados Unidos de capturar Nicolas Maduro.

“Não pode achar que por ser pacífico ninguém vai lhe atacar”, atestou.

Amorim acredita que o Brasil deve utilizar ao menos 2% do PIB para investir nas Forças Armadas, patamar historicamente associado ao dos países da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), mas que tende a subir. Por pressão dos Estados Unidos, o grupo concordou em elevar para 5% até 2035.

No caso do Brasil, a redefinição orçamentária passa por articulação do governo e Congresso. Amorim destacou que não fala em nome da campanha de Lula, apesar da elevação de investimentos, em um eventual quarto mandato, ser promessa também do presidente.

“É preciso mostrar que tem capacidade de causar dano, de disuassão, de dizer ‘não vem que não tem’. É isso que a gente tem que ser caias na defesa, capaz de investimentos”, disse.

Na década de 1980, no último governo da ditadura, Amorim foi demitido da Embrafilme por validar o filme “Pra Frente Brasil”, uma obra crítica à tortura. O ex-ministro avaliou que o país hoje pode viver em democracia plena, mesmo tendo uma área de defesa forte, em que Forças Armadas não governem.

“Muita gente morreu, muita gente sofreu. Isso criou um preconceito que a gente tem que superar. Acredito que está sendo superado, e da parte também das Forças Armadas tem que ver que as pessoas de esquerda não são inimigas delas. É importante juntar isso pelos interesses do Brasil. Fortalecer a defesa, não para que o Exército, Marinha, Aeronáutica governem o país, mas que defendam o país”, afirmou.

A edição do Sala de Imprensa com Celso Amorim está disponível na TV, no YouTube e nas redes do SBT.

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