Aliados de Lula querem campanha além do voto por gratidão
Cercado de estrategistas de campanha e governistas eleitos, presidente é aconselhado a falar mais em quem não votou nele.

Lula em discurso na Bahia ao lado de Jerônimo Rodrigues (esq.) e Jaques Wagner (dir.) | Reprodução
Entre as muitas conversas que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está tendo depois do primeiro turno, está o apelo de aliados para que Lula fale mais sobre novidades, não apenas do que já fez pelo país. Um dos coros tem sido “o povo não vota só por gratidão”.
Na avaliação de ministros do governo, gratidão rende credibilidade a Lula mas não é suficiente para configurar voto porque muitas pessoas podem apenas responder com um obrigado.
A proposta é de uma campanha no segundo turno que não seja pautada apenas no retrospecto, mas adotar uma narrativa mais direta e falar do que vai fazer, falar com quem não votou em Lula.
Ainda há divergências entre integrantes da campanha sobre a necessidade de trocar marqueteiro, tendo poucas semanas pela frente para virar voto ou convencer os indecisos. Também há embate sobre a necessidade de antecipar o rol de ministros de um eventual novo governo.
Até 25 de outubro, está definido fazer reuniões todos os dias, mostrar ações de campanha diariamente.

























