Saúde mental no trabalho é tema central de série do SBT Brasil sobre principais desafios de 2026
Nova regra do Ministério do Trabalho obriga empresas a adotar medidas para proteger a saúde mental dos trabalhadores a partir do ano que vem
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SBT Brasil
O SBT Brasil exibe nesta semana uma série especial que vai revelar os principais desafios que o Brasil vai enfrentar em 2026. Um deles é a saúde mental no ambiente de trabalho.
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A partir de maio do ano que vem, as empresas terão que se adequar à Norma Regulamentadora nº 1, criada pelo Ministério do Trabalho. A chamada NR-1 é um conjunto de regras e procedimentos para garantir a saúde e a segurança no ambiente de trabalho.
O objetivo principal é diminuir fatores que causam estresse, ansiedade, depressão e outros problemas de saúde mental nos trabalhadores. Para isso, programas de cuidado e medidas de prevenção são fundamentais.
Não foi necessária uma lupa para a médica dermatologista Paula Sian perceber que havia algo de muito errado acontecendo. Insônia, palpitação, suor excessivo mesmo em repouso, acne inflamatória, crises de asma, gastrite, refluxo e perda de memória passaram a fazer parte da rotina.
Ela procurou um psiquiatra e precisou ser afastada do trabalho. Paula recebeu o diagnóstico de síndrome de burnout em setembro de 2020, em plena pandemia da Covid-19. Foi quando a mente pediu socorro.
Segundo o médico psiquiatra Luiz Scocca, o cérebro é o responsável por comandar todos os sistemas do organismo. Quando a saúde mental não está em ordem, todo o corpo sofre as consequências.
O acúmulo de tarefas ao longo do tempo levou Paula ao limite. Ela se dividia entre atividades no mundo corporativo, atendimentos no consultório e ainda tentava dar conta de dois cursos de pós-graduação.
Para a psicóloga Adriana Fellippelli, a NR-1 ajuda as empresas a mensurar e mapear os riscos psicossociais das organizações. Ela orienta companhias a colocar em prática as determinações da norma e identifica comportamentos como exaustão emocional, despersonalização, fatores psicossociais, assédio moral e excesso de trabalho.
Em maio de 2025, as empresas começaram a se adaptar, implementando medidas para proteger a saúde física e psicológica do trabalhador brasileiro. A norma, porém, entra em vigor de forma definitiva em maio de 2026.
Dados do Ministério da Previdência Social mostram que os afastamentos por transtornos mentais cresceram 67% entre 2023 e 2024. No ano passado, mais de 440 mil trabalhadores brasileiros precisaram se afastar por comprometimento da saúde mental.
A Justiça do Trabalho já considera o burnout uma doença ocupacional, equiparada a acidente de trabalho. Diante desse cenário, algumas empresas passaram a adotar iniciativas para tornar o ambiente mais seguro e saudável.
Em uma empresa de contabilidade na capital paulista, por exemplo, palestras trimestrais abordam motivação, engajamento e a importância da realização pessoal. Funcionários relatam melhora na qualidade de vida, no rendimento e nas relações pessoais.
A criação da NR-1 representa um avanço, mas especialistas alertam que ainda há um longo caminho a percorrer em 2026. Para Paula, que venceu o burnout, escreveu um livro sobre a doença e retomou a vida, a principal lição foi aprender a olhar para si mesma, se dar a devida importância e se respeitar.
Saúde mental no trabalho é tema central de série do SBT Brasil sobre principais desafios de 2026Nova regra do Ministério do Trabalho obriga empresas a adotar medidas para proteger a saúde mental dos trabalhadores a partir do ano que vemSaúde2025-12-30T02:18:24.060ZO SBT Brasil exibe nesta semana uma série especial que vai revelar os principais desafios que o Brasil vai enfrentar em 2026. Um deles é a saúde mental no ambiente de trabalho. A partir de maio do ano que vem, as empresas terão que se adequar à , criada pelo Ministério do Trabalho. A chamada NR-1 é um conjunto de regras e procedimentos para garantir a saúde e a segurança no ambiente de trabalho. O objetivo principal é diminuir fatores que causam estresse, ansiedade, depressão e outros problemas de saúde mental nos trabalhadores. Para isso, programas de cuidado e medidas de prevenção são fundamentais. Não foi necessária uma lupa para a médica dermatologista Paula Sian perceber que havia algo de muito errado acontecendo. Insônia, palpitação, suor excessivo mesmo em repouso, acne inflamatória, crises de asma, gastrite, refluxo e perda de memória passaram a fazer parte da rotina. Ela procurou um psiquiatra e precisou ser afastada do trabalho. Paula recebeu o diagnóstico de síndrome de burnout em setembro de 2020, em plena pandemia da Covid-19. Foi quando a mente pediu socorro. Segundo o médico psiquiatra Luiz Scocca, o cérebro é o responsável por comandar todos os sistemas do organismo. Quando a saúde mental não está em ordem, todo o corpo sofre as consequências. O acúmulo de tarefas ao longo do tempo levou Paula ao limite. Ela se dividia entre atividades no mundo corporativo, atendimentos no consultório e ainda tentava dar conta de dois cursos de pós-graduação. Para a psicóloga Adriana Fellippelli, a NR-1 ajuda as empresas a mensurar e mapear os riscos psicossociais das organizações. Ela orienta companhias a colocar em prática as determinações da norma e identifica comportamentos como exaustão emocional, despersonalização, fatores psicossociais, assédio moral e excesso de trabalho. Em maio de 2025, as empresas começaram a se adaptar, implementando medidas para proteger a saúde física e psicológica do trabalhador brasileiro. A norma, porém, entra em vigor de forma definitiva em maio de 2026. Dados do Ministério da Previdência Social mostram que os afastamentos por transtornos mentais cresceram 67% entre 2023 e 2024. No ano passado, mais de 440 mil trabalhadores brasileiros precisaram se afastar por comprometimento da saúde mental. A Justiça do Trabalho já considera o burnout uma doença ocupacional, equiparada a acidente de trabalho. Diante desse cenário, algumas empresas passaram a adotar iniciativas para tornar o ambiente mais seguro e saudável. Em uma empresa de contabilidade na capital paulista, por exemplo, palestras trimestrais abordam motivação, engajamento e a importância da realização pessoal. Funcionários relatam melhora na qualidade de vida, no rendimento e nas relações pessoais. A criação da NR-1 representa um avanço, mas especialistas alertam que ainda há um longo caminho a percorrer em 2026. Para Paula, que venceu o burnout, escreveu um livro sobre a doença e retomou a vida, a principal lição foi aprender a olhar para si mesma, se dar a devida importância e se respeitar.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/saude/saude-mental-no-trabalho-e-tema-central-de-serie-do-sbt-brasil-sobre-principais-desafios-de-2026
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