Deputado do Psol crê que Chiquinho Brazão pode ser cassado por unanimidade na Câmara
Psol, partido de Chico Alencar e Marielle Franco, pede cassação do deputado federal suspeito de ser um dos mandantes do assassinato da vereadora, cometido em 2018
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Iasmin Costa, Felipe Moraes
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O deputado federal Chico Alencar (Psol-RJ) participou do Brasil Agora desta segunda-feira e conversou com a apresentadora Iasmin Costa sobre os recentes desdobramentos do caso Marielle, após prisões de três supostos mentores e mandantes do assassinato. O parlamentar acredita que a Câmara decidirá pela manutenção da prisão e cassação do congressista Chiquinho Brazão, um dos detidos nesse domingo (24).
"Seria um absurdo, um escândalo, a Câmara chamar para si as responsabilidades por esse crime hediondo, relaxar a prisão de Chiquinho Brazão. Me parece que teremos maioria suficiente para manter a prisão. Nós vamos representar, no Conselho de Ética. Também avalio que teremos maioria, senão unanimidade, para cassá-lo", apontou Alencar, que é da mesma sigla da vereadora.
O deputado também alerta que a investigação ainda não terminou, mas chegou a um novo estágio.
"O estado brasileiro, que volta e meia é capturado pelo crime, precisa tomar posições, nas suas diferentes instâncias, que não justifiquem esse mar de cumplicidades que levou a esse crime atroz. As investigações não acabaram. O caso não está resolvido. Tem muita coisa a apurar. Chegamos a um novo patamar, importantíssimo", opinou.
Enquanto o colega deputado Alberto Fraga (PL-DF), que também participou do Brasil Agora de hoje, vê a delação com certa desconfiança, Alencar trata o dispositivo como um importante instrumento em investigações.
As prisões de ontem ocorreram após o ex-policial militar Ronnie Lessa, executor do crime que também vitimou o motorista Anderson Gomes em 2018, citar os nomes dos irmãos Chiquinho e Domingos Brazão e do delegado Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do RJ, como mandantes e mentores do assassinato em colaboração premiada.
Parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) e relatório final da Polícia Federal (PF) embasaram a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que ordenou as prisões.
"Delação premiada não é prova, de fato, mas um meio de obtenção de provas. Qualquer delação premiada tem que ser checada pelo que outros ambientes de investigação já conseguiram. Suponho, portanto, que a determinação das prisões por Moraes tenha se baseado, sim, na ampla, detalhada delação de Lessa, mas também em outros elementos", disse Alencar.
Deputado do Psol crê que Chiquinho Brazão pode ser cassado por unanimidade na CâmaraPsol, partido de Chico Alencar e Marielle Franco, pede cassação do deputado federal suspeito de ser um dos mandantes do assassinato da vereadora, cometido em 2018Política2024-03-25T15:57:05.323Z O deputado federal Chico Alencar (Psol-RJ) participou do Brasil Agora desta segunda-feira e conversou com a apresentadora Iasmin Costa sobre os , após prisões de três supostos mentores e mandantes do assassinato. O parlamentar acredita que pela manutenção da prisão e cassação do congressista Chiquinho Brazão, um dos detidos nesse domingo (24). "Seria um absurdo, um escândalo, a Câmara chamar para si as responsabilidades por esse crime hediondo, relaxar a prisão de Chiquinho Brazão. Me parece que teremos maioria suficiente para manter a prisão. Nós vamos representar, no Conselho de Ética. Também avalio que teremos maioria, senão unanimidade, para cassá-lo", apontou Alencar, que é da mesma sigla da vereadora. O deputado também alerta que a investigação ainda não terminou, mas chegou a um novo estágio. "O estado brasileiro, que volta e meia é capturado pelo crime, precisa tomar posições, nas suas diferentes instâncias, que não justifiquem esse mar de cumplicidades que levou a esse crime atroz. As investigações não acabaram. O caso não está resolvido. Tem muita coisa a apurar. Chegamos a um novo patamar, importantíssimo", opinou. Enquanto o colega deputado Alberto Fraga (PL-DF), que também participou do Brasil Agora de hoje, vê a delação com certa desconfiança, Alencar trata o dispositivo como um importante instrumento em investigações. As prisões de ontem ocorreram após o ex-policial militar Ronnie Lessa, executor do crime que também vitimou o motorista Anderson Gomes em 2018, citar os nomes dos irmãos Chiquinho e Domingos Brazão e do delegado Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do RJ, como mandantes e mentores do assassinato em colaboração premiada. Parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) e relatório final da Polícia Federal (PF) embasaram a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que ordenou as prisões. "Delação premiada não é prova, de fato, mas um meio de obtenção de provas. Qualquer delação premiada tem que ser checada pelo que outros ambientes de investigação já conseguiram. Suponho, portanto, que a determinação das prisões por Moraes tenha se baseado, sim, na ampla, detalhada delação de Lessa, mas também em outros elementos", disse Alencar.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/teremos-maioria-senao-unanimidade-para-cassa-lo-diz-chico-alencar-sobre-chiquinho-brazao
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