Política

Deputado do Psol crê que Chiquinho Brazão pode ser cassado por unanimidade na Câmara

Psol, partido de Chico Alencar e Marielle Franco, pede cassação do deputado federal suspeito de ser um dos mandantes do assassinato da vereadora, cometido em 2018

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Iasmin Costa, Felipe Moraes
25/03/2024, 15:57 • Atualizado em 25/03/2024, 22:52
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Deputado do Psol crê que Chiquinho Brazão pode ser cassado por unanimidade na Câmara

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O deputado federal Chico Alencar (Psol-RJ) participou do Brasil Agora desta segunda-feira e conversou com a apresentadora Iasmin Costa sobre os recentes desdobramentos do caso Marielle, após prisões de três supostos mentores e mandantes do assassinato. O parlamentar acredita que a Câmara decidirá pela manutenção da prisão e cassação do congressista Chiquinho Brazão, um dos detidos nesse domingo (24).

"Seria um absurdo, um escândalo, a Câmara chamar para si as responsabilidades por esse crime hediondo, relaxar a prisão de Chiquinho Brazão. Me parece que teremos maioria suficiente para manter a prisão. Nós vamos representar, no Conselho de Ética. Também avalio que teremos maioria, senão unanimidade, para cassá-lo", apontou Alencar, que é da mesma sigla da vereadora.

O deputado também alerta que a investigação ainda não terminou, mas chegou a um novo estágio.

"O estado brasileiro, que volta e meia é capturado pelo crime, precisa tomar posições, nas suas diferentes instâncias, que não justifiquem esse mar de cumplicidades que levou a esse crime atroz. As investigações não acabaram. O caso não está resolvido. Tem muita coisa a apurar. Chegamos a um novo patamar, importantíssimo", opinou.

Enquanto o colega deputado Alberto Fraga (PL-DF), que também participou do Brasil Agora de hoje, vê a delação com certa desconfiança, Alencar trata o dispositivo como um importante instrumento em investigações.

As prisões de ontem ocorreram após o ex-policial militar Ronnie Lessa, executor do crime que também vitimou o motorista Anderson Gomes em 2018, citar os nomes dos irmãos Chiquinho e Domingos Brazão e do delegado Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do RJ, como mandantes e mentores do assassinato em colaboração premiada.

Parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) e relatório final da Polícia Federal (PF) embasaram a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que ordenou as prisões.

"Delação premiada não é prova, de fato, mas um meio de obtenção de provas. Qualquer delação premiada tem que ser checada pelo que outros ambientes de investigação já conseguiram. Suponho, portanto, que a determinação das prisões por Moraes tenha se baseado, sim, na ampla, detalhada delação de Lessa, mas também em outros elementos", disse Alencar.

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