Metade dos jovens brasileiros usa telas como principal lazer, aponta pesquisa
Levantamento do MEC e do Itaú Social mostra alto uso de jogos e redes por adolescentes de 11 a 14 anos
Juliana Tourinho
Um levantamento do Ministério da Educação em parceria com o Itaú Social revela que 50% dos jovens brasileiros entre 11 e 14 anos usam telas como principal forma de lazer fora da escola.
O dado chama a atenção de especialistas e de famílias, especialmente após o SBT Brasil revelar denúncias contra um gamer famoso suspeito de aliciar uma adolescente pela internet.
O estudo também analisou o comportamento de estudantes do 6º e 7º ano do ensino fundamental em diferentes estados do país.
- Rio Grande do Sul, 70% dos alunos afirmaram jogar online no tempo livre.
- São Paulo, o índice chega a 66%.
- Bahia, o percentual é de 62%.
- Paraná, 67% dos estudantes utilizam jogos digitais fora das atividades escolares.
- Pará, o índice é de 51%.
Segundo Sonia Dias, gerente de desenvolvimento e soluções do Itaú Social, fatores regionais também influenciam o comportamento.
“Em alguns estados, seja pelo clima mais frio ou pela falta de espaços como praia ou campo, as crianças acabam permanecendo mais dentro de casa, o que pode levar ao aumento das atividades nas telas”, explicou.
Exposição online pode aumentar riscos
O tema ganhou ainda mais repercussão após denúncias reveladas pelo jornalismo do SBT contra o gamer Alexandre Titan.
Ele é suspeito de aliciar mulheres pelas redes sociais, entre elas uma adolescente de 16 anos. A jovem contou aos pais após uma conversa considerada inadequada com o influenciador.
O caso é investigado pela polícia de São Paulo como estupro de vulnerável.
Especialistas afirmam que a solução não é necessariamente proibir o uso de videogames ou celulares, mas equilibrar o tempo de tela com outras atividades.
Brincadeiras coletivas, jogos fora das telas e atividades criativas podem contribuir para o desenvolvimento das crianças.
“É importante estimular brincadeiras coletivas e outras atividades que as crianças possam inventar. Isso ajuda no desenvolvimento neurológico e pode reduzir problemas ligados à saúde mental”, destacou Sonia Dias.









