Senado deve avançar decisão sobre PEC das Drogas na volta do feriado
Na Câmara, semana segue esvaziada; deputados planejam ações fora de Brasília de olho nas eleições municipais
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Lis Cappi
Após dias de feriado, pelo período da Semana Santa, o Congresso Nacional volta às atividades em passos lentos a partir desta segunda-feira (1º). Sem itens de destaque para o início da semana, a expectativa está ligada à votação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que endurece a descriminalização das drogas. O tema provoca embate com o Supremo Tribunal Federal (STF) e deve entrar na pauta do Senado nos próximos dias.
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A proposta que será analisada proíbe o porte e a posse de qualquer tipo de droga, inclusive maconha. Após mudanças na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o texto passou a colocar uma diferenciação ligada à quantidade — de forma que a análise seja diferente entre usuários e traficantes. Mas a pena para cada situação não ficou definida. A sugestão é de que a avaliação fique com autoridades.
A proposta de descriminalização é encabeçada pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e veio após o Supremo retomar o julgamento ligado à regulação do porte de drogas para uso pessoal. Inicialmente, Pacheco havia dito que os senadores esperariam pela decisão da Corte antes de iniciar a votação na Casa, mas um pedido de vista — para mais tempo de análise — apresentado pelo ministro Dias Toffoli fez com que houvesse mudança de planos da parte do Congresso.
"Acredito que após o feriado de Semana Santa, nós já tenhamos condições de apreciar em primeiro turno a Proposta de Emenda à Constituição", declarou Pacheco, na última semana. Por ser do tipo PEC, o texto precisa ser aprovado em duas votações (dois turnos) e contar com apoio de, ao menos, 49 senadores.
Há expectativa para que a PEC seja aprovada no Senado. O movimento é visto como uma posição mais conservadora e que deve pesar nos redutos eleitorais dos congressistas. Após aprovação no Senado, o texto segue para a Câmara.
Feriado prolongado na Câmara
Em acordo para que deputados possam voltar às bases eleitorais nos últimos dias da janela partidária, a Câmara não terá votações de destaque nesta semana. A previsão é de que a rotina volte ao normal a partir do dia 9 de abril. A medida foi negociada entre líderes partidários, em movimento voltado para as eleições municipais.
A janela partidária permite que politicos troquem de legendas, e vai até o dia 5 de abril. A ida de parlamentares para cidades dos respectivos estados pode influenciar essas mudanças e as negociações para definir nomes que vão concorrer à prefeituras e câmaras municipais no próximo mês de outubro.
Impacto do afastamento
Entre as pautas, a mudança no calendário posterga a decisão de deputados em relação à prisão de Domingos Brazão (sem partido-RJ). O parlamentar cumpre pena de forma preventiva, após investigações o apontarem como um dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes, em março de 2018. Por ser deputado, os demais parlamentares precisam avaliar a continuidade da prisão dele.
Nos bastidores, a previsão é de que os políticos optem por manter Brazão preso. Interlocutores apontam, no entanto, que o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), optou por adiar a votação para que haja uma maior discussão entre congressistas antes da decisão final.
A posição repercutiu negativamente na base do governo e fora do Congresso, onde há cobrança por uma solução que explique a morte da vereadora. O crime completou seis anos no último 14 de março.
Retomada na segunda semana
A adequação da Câmara coloca um retorno oficial das atividades para a segunda semana de abril. De acordo com o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (sem partido-AP), o período deverá contar com a sessão conjunta do Congresso Nacional para avaliar vetos do governo a projetos aprovados entre deputados e senadores.
A lista conta com a diminuição de R$ 5,6 bilhões em emendas para parlamentares, decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que deve ser derrubada pelos parlamentares.
Senado deve avançar decisão sobre PEC das Drogas na volta do feriadoNa Câmara, semana segue esvaziada; deputados planejam ações fora de Brasília de olho nas eleições municipaisPolítica2024-04-01T10:57:24.798ZApós dias de feriado, pelo período da Semana Santa, o Congresso Nacional volta às atividades em passos lentos a partir desta segunda-feira (1º). Sem itens de destaque para o início da semana, a expectativa está ligada à votação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que endurece a descriminalização das drogas. O tema provoca embate com o Supremo Tribunal Federal (STF) e deve entrar na pauta do Senado nos próximos dias. A proposta que será analisada proíbe o porte e a posse de qualquer tipo de droga, inclusive maconha. Após mudanças na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o texto passou a colocar uma diferenciação ligada à quantidade — de forma que a análise seja diferente entre usuários e traficantes. Mas a pena para cada situação não ficou definida. A sugestão é de que a avaliação fique com autoridades. A proposta de descriminalização é , Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e veio após o Supremo retomar o julgamento ligado à regulação do porte de drogas para uso pessoal. Inicialmente, Pacheco havia dito que os senadores esperariam pela decisão da Corte antes de iniciar a votação na Casa, mas um pedido de vista — para mais tempo de análise — apresentado pelo ministro Dias Toffoli fez com que houvesse mudança de planos da parte do Congresso. "Acredito que após o feriado de Semana Santa, nós já tenhamos condições de apreciar em primeiro turno a Proposta de Emenda à Constituição", declarou Pacheco, na última semana. Por ser do tipo PEC, o texto precisa ser aprovado em duas votações (dois turnos) e contar com apoio de, ao menos, 49 senadores. Há expectativa para que a PEC seja aprovada no Senado. O movimento é visto como uma posição mais conservadora e que deve pesar nos redutos eleitorais dos congressistas. Após aprovação no Senado, o texto segue para a Câmara. Feriado prolongado na Câmara Em acordo para que deputados possam voltar às bases eleitorais nos últimos dias da janela partidária, a Câmara não terá votações de destaque nesta semana. A previsão é de que a rotina volte ao normal a partir do dia 9 de abril. A medida foi negociada entre líderes partidários, em movimento voltado para as eleições municipais. A janela partidária permite que politicos troquem de legendas, e vai até o dia 5 de abril. A ida de parlamentares para cidades dos respectivos estados pode influenciar essas mudanças e as negociações para definir nomes que vão concorrer à prefeituras e câmaras municipais no próximo mês de outubro. Impacto do afastamento Entre as pautas, a mudança no calendário posterga a decisão de deputados em relação à prisão de Domingos Brazão (sem partido-RJ). O parlamentar , após investigações o apontarem como um dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes, em março de 2018. Por ser deputado, os demais parlamentares precisam avaliar a continuidade da prisão dele. Nos bastidores, a previsão é de que os políticos optem por manter Brazão preso. Interlocutores apontam, no entanto, que o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), optou por adiar a votação para que haja uma maior discussão entre congressistas antes da decisão final. A posição repercutiu negativamente na base do governo e fora do Congresso, onde há cobrança por uma solução que explique a morte da vereadora. O crime completou seis anos no último 14 de março. Retomada na segunda semana A adequação da Câmara coloca um retorno oficial das atividades para a segunda semana de abril. De acordo com o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (sem partido-AP), o período deverá contar com a sessão conjunta do Congresso Nacional para avaliar vetos do governo a projetos aprovados entre deputados e senadores. A lista conta com a diminuição de R$ 5,6 bilhões em emendas para parlamentares, decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que deve ser derrubada pelos parlamentares. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/senado-deve-avancar-decisao-sobre-pec-das-drogas-na-volta-do-feriado
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