STF interrompe julgamento sobre porte de drogas com placar de 5x3
Após Mendonça e Nunes Marques se manifestarem contra o mérito da matéria, Toffoli pediu vistas, e debate foi pausado novamente
S
Samir Mello
06/03/2024, 21:36 • Atualizado em 06/03/2024, 23:42
compartilhar
Sessão plenária do Supremo Tribunal Federal - Foto-Gustavo Moreno-SCO-STF
O Supremo Tribunal Federal (STF) deu continuidade nesta quarta-feira (6) ao julgamento sobre a descriminalização do porte de maconha para uso pessoal. Após fala inicial do presidente da Corte, José Roberto Barroso, os ministros André Mendonça e Kássio Nunes Marques se manifestaram contra a descriminalização, deixando o placar em 5 a 3 a favor da matéria. Em seguida, no entanto, Dias Toffoli pediu vistas, ou seja, mais tempo para analisar o cargo, interrompendo novamente o julgamento, que se arrasta desde 2015.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
O ministro André Mendonça iniciou seu voto adiantando que seguirá o ministro Zanin em relação a ser contra a descriminalização, mas a favor do estabelecimento de distinção entre tráfico e uso.
“Há uma imagem falsa de que maconha não faz mal (...) É o primeiro passo em direção ao precipício”, defendeu, citando estudos sobre os efeitos nocivos da cannabis para a saúde física e mental de adolescentes, jovens e gestantes.
Após intervalo, Kássio Nunes Marques seguiu o posicionamento de André Mendonça.
Quantidade
Concomitantemente ao debate sobre o porto de maconha para uso pessoal, a Suprema Corte também discutiu a quantidade específica de maconha para diferenciar usuário de traficante de drogas.
Luís Roberto Barroso, originalmente, havia proposto a descriminalização do porte de até 25g de maconha ou o cultivo de até seis plantas para consumo pessoal. No entanto, o presidente da Corte modificou o voto para que a quantia descriminalizada seja de 100g.
Alexandre de Moraes se manifestou pela descriminalização do transporte ou porte de 25 a 60 gramas de maconha, ou seis plantas fêmeas. Já a ministra Rosa Weber, atualmente aposentada, votou para descriminalizar o montante de 60g de maconha.
Embora tenha se posicionado por manter a criminalização por porte de drogas, Mendonça foi a favor do estabelecimento de um critério para distinção entre traficante e usuário. Nessa caso, se manifestou pela quantia de 10 gramas para considerar usuário e propôs que o art. 28 da Lei de Drogas fosse declarado constitucional, e que em 180 dias o Congresso Nacional fixe critérios objetivos para a diferenciação.
Veja como está a votação até o momento:
A favor da descriminalização: Gilmar Mendes, Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes e Rosa Weber
Contra: André Mendonça, Kássio Nunes Marques e Cristiano Zanin
STF interrompe julgamento sobre porte de drogas com placar de 5x3Após Mendonça e Nunes Marques se manifestarem contra o mérito da matéria, Toffoli pediu vistas, e debate foi pausado novamente
Brasil2024-03-06T21:36:26.769ZO Supremo Tribunal Federal (STF) deu continuidade nesta quarta-feira (6) ao julgamento sobre a descriminalização do porte de maconha para uso pessoal. Após do presidente da Corte, José Roberto Barroso, os ministros André Mendonça e Kássio Nunes Marques se manifestaram contra a descriminalização, deixando o placar em 5 a 3 a favor da matéria. Em seguida, no entanto, Dias Toffoli pediu vistas, ou seja, mais tempo para analisar o cargo, interrompendo novamente o julgamento, que se arrasta desde 2015. O ministro André Mendonça iniciou seu voto adiantando que seguirá o ministro Zanin em relação a ser contra a descriminalização, mas a favor do estabelecimento de distinção entre tráfico e uso. “Há uma imagem falsa de que maconha não faz mal (...) É o primeiro passo em direção ao precipício”, defendeu, citando estudos sobre os efeitos nocivos da cannabis para a saúde física e mental de adolescentes, jovens e gestantes. Após intervalo, Kássio Nunes Marques seguiu o posicionamento de André Mendonça. Quantidade Concomitantemente ao debate sobre o porto de maconha para uso pessoal, a Suprema Corte também discutiu a quantidade específica de maconha para diferenciar usuário de traficante de drogas. Luís Roberto Barroso, originalmente, havia proposto a descriminalização do porte de até 25g de maconha ou o cultivo de até seis plantas para consumo pessoal. No entanto, o presidente da Corte modificou o voto para que a quantia descriminalizada seja de 100g. Alexandre de Moraes se manifestou pela descriminalização do transporte ou porte de 25 a 60 gramas de maconha, ou seis plantas fêmeas. Já a ministra Rosa Weber, atualmente aposentada, votou para descriminalizar o montante de 60g de maconha. Embora tenha se posicionado por manter a criminalização por porte de drogas, Mendonça foi a favor do estabelecimento de um critério para distinção entre traficante e usuário. Nessa caso, se manifestou pela quantia de 10 gramas para considerar usuário e propôs que o art. 28 da Lei de Drogas fosse declarado constitucional, e que em 180 dias o Congresso Nacional fixe critérios objetivos para a diferenciação. Veja como está a votação até o momento: A favor da descriminalização: Gilmar Mendes, Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes e Rosa Weber Contra: André Mendonça, Kássio Nunes Marques e Cristiano Zanin São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/com-5-a-3-a-favor-da-descriminalizacao-julgamento-sobre-porte-de-drogas-no-stf-e-novamente-interrompido
Resgates dependem de máquinas emprestadas, diz venezuelano
Sem equipamentos, governo recorreu ao empréstimo de gruas, enquanto familiares tentam salvar vítimas com poucos recursos e denunciam demora das autoridades