Deputados adiam decisão sobre a prisão de deputado acusado de mandar matar Marielle Franco
Chiquinho Brazão (sem partido-RJ) foi detido no último domingo; ele seguirá preso até decisão final da Câmara
L
Lis Cappi
Por falta de acordo entre deputados, a análise da prisão do deputado Chiquinho Brazão (sem partido-RJ), foi adiada na Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJ), nesta terça-feira (26). O colegiado é o primeiro a avaliar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou cárcere ao deputado. Ele é acusado de ser mandante do assassinato da vereadora Marielle Franco (Psol) e do motorista Anderson Gomes em março de 2018. À época, Brazão também era vereador do Rio de Janeiro.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
O adiamento da votação se deu em uma sessão com desentendimentos e bate-boca entre os deputados. Eles estiveram reunidos por uma hora antes do início da sessão da CCJ, mas a conversa não foi suficiente para uma decisão. Enquanto não houver uma posição final, Brazão seguirá preso.
O deputado Gilson Marques (Novo-SC) apresentou um pedido de vista - que dá mais tempo para análise de parlamentares - com a justificativa de ser necessário uma maior análise do relatório final da Polícia Federal e da decisão do ministro Alexandre de Moraes, que pediu pela prisão. O adiamento foi acompanhado por outros deputados: Roberto Duarte (Republicanos-AC) e Fausto Pinato (PP-SP).
Com a decisão, a CCJ passa a ter um prazo de 72h para dar uma resposta à decisão que veio do STF. Caso não haja votação, dada a mudança de calendário pelo feriado de Páscoa, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), poderá levar a decisão diretamente ao plenário da Casa, sem que precise da votação na comissão.
A decisão pelo adiamento foi alvo de críticas entre deputados, com destaque aos da base do governo. A manutenção da prisão também foi recomendada no voto relator, deputado Darci de Matos (PSD-MG)
“Em síntese, são dois crimes de homicídio consumados (mediante emboscada e impossibilitando a defesa das vítimas) e uma tentativa de homicídio, além de obstrução de justiça com envolvimento de organização criminosa”, destacou o parlamentar, em relação à decisão do STF.
Deputados ainda vão avaliar se o caso pode voltar a ser discutido em sessão de quarta-feira (27), ou se ficaria para o dia 10 de abril. Há, ainda, espaço para que o tema seja levado a plenário.
Deputados adiam decisão sobre a prisão de deputado acusado de mandar matar Marielle FrancoChiquinho Brazão (sem partido-RJ) foi detido no último domingo; ele seguirá preso até decisão final da CâmaraPolítica2024-03-26T19:31:30.775ZPor falta de acordo entre deputados, a análise da prisão do deputado Chiquinho Brazão (sem partido-RJ), foi adiada na Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJ), nesta terça-feira (26). O colegiado é o primeiro a avaliar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou cárcere ao deputado. Ele é acusado de ser mandante do assassinato da vereadora Marielle Franco (Psol) e do motorista Anderson Gomes em março de 2018. À época, Brazão também era vereador do Rio de Janeiro. O adiamento da votação se deu em uma sessão com desentendimentos e bate-boca entre os deputados. Eles estiveram reunidos por uma hora antes do início da sessão da CCJ, mas a conversa não foi suficiente para uma decisão. Enquanto não houver uma posição final, Brazão seguirá preso. O deputado Gilson Marques (Novo-SC) apresentou um pedido de vista - que dá mais tempo para análise de parlamentares - com a justificativa de ser necessário uma maior análise do relatório final da Polícia Federal e da decisão do ministro Alexandre de Moraes, que pediu pela prisão. O adiamento foi acompanhado por outros deputados: Roberto Duarte (Republicanos-AC) e Fausto Pinato (PP-SP). Com a decisão, a CCJ passa a ter um prazo de 72h para dar uma resposta à decisão que veio do STF. Caso não haja votação, dada a mudança de calendário pelo feriado de Páscoa, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), poderá levar a decisão diretamente ao plenário da Casa, sem que precise da votação na comissão. A decisão pelo adiamento foi alvo de críticas entre deputados, com destaque aos da base do governo. A manutenção da prisão também foi recomendada no voto relator, deputado Darci de Matos (PSD-MG) “Em síntese, são dois crimes de homicídio consumados (mediante emboscada e impossibilitando a defesa das vítimas) e uma tentativa de homicídio, além de obstrução de justiça com envolvimento de organização criminosa”, destacou o parlamentar, em relação à decisão do STF. Deputados ainda vão avaliar se o caso pode voltar a ser discutido em sessão de quarta-feira (27), ou se ficaria para o dia 10 de abril. Há, ainda, espaço para que o tema seja levado a plenário. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/deputados-adiam-decisao-sobre-a-prisao-de-deputado-acusado-de-mandar-matar-marielle-franco
PL 'dribla' STF e exibe Jair Bolsonaro em vídeo de IA
Mensagem do ex-presidente foi exibida durante evento que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência após restrições impostas por Moraes
Associação dos delegados da PF vê risco para caso Master
Em entrevista ao SBT News, presidente da entidade dos delegados da PF diz que corporação aprendeu com anulações, segue protocolos e atua com preocupação